
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF) usou as redes sociais para defender os magistrados, que foram indiciados nesta terça-feira (14/4) pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado, afirmando que é um equívoco apontar o Supremo como o "maior problema nacional".
O relator da CPI, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), incluiu em seu parecer pedidos de indiciamento dos ministros Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Gilmar Mendes, além do procurador-geral da República, Paulo Gonet.
Logo após o anúncio dos indiciados, Dino usou a rede social X (antigo Twitter) para dizer que o STF possui um "conjunto de decisões judiciais contra o crime organizado no Brasil (...) alcançando quadrilhas armadas, crimes políticos, facções em geral". "O mesmo pode ser dito quanto à Procuradoria Geral da República", acrescentou Dino.
O ministro escreveu que “é uma irresponsabilidade investigar o crime organizado e não tratar de milicianos, traficantes de drogas, vendedores de armas ilegais, garimpos ilegais, facções que controlam territórios, matadores e pistoleiros etc.”. Segundo Dino, culpar o Supremo é um equívoco.
“É um imenso erro, para dizer o mínimo. Friso: gigantesco erro histórico, que exige melhor reflexão quanto às consequências.” Ele disse ainda que críticas e investigações podem ser feitas, mas é preciso respeito, sobretudo às instituições.
“Críticas e investigações devem ser feitas, sem dúvida. Mas com respeito à dignidade das pessoas e com preservação das instituições da democracia, pois sem elas não existem direitos fundamentais nem futuro para a nação.” Por fim, registrou “sua solidariedade pessoal aos colegas alvo de injustiças”.

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