
Ao sinalizar que deve disputar a reeleição em 2026, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que se for eleito para um quarto mandato terá como objetivo promover uma transformação estrutural no país. “Meu quarto mandato é para fazer esse país dar um salto definitivo para se transformar num país desenvolvido”, declarou, ao projetar o Brasil entre as maiores economias do mundo.
A fala foi feita nesta terça-feira (14/4), em entrevista para o Brasil 247, Revista Fórum e DCM, na qual Lula vinculou sua candidatura à entrega de resultados superiores aos do atual governo. Segundo ele, só entrará na disputa se houver perspectiva de avanço. “O quarto [mandato] pode ser melhor. E só tem uma razão de eu ser candidato: para ele ser melhor”, disse.
O presidente atribuiu sua disposição à condição física e ao ambiente político, além de mencionar a necessidade de conter o avanço da extrema-direita. “Eu me sinto fisicamente muito bem, politicamente eu tô muito bem, tô com a saúde muito bem preparada e tô motivado”, afirmou. Em seguida, acrescentou que há um “compromisso moral” em evitar o retorno de um adversário que classificou como fascista.
Na avaliação da gestão atual, Lula reiterou que os dois primeiros anos foram dedicados à “reconstrução de uma obra destruída” e apontou 2024 como o período de consolidação de resultados. Ele voltou a destacar a educação como eixo prioritário de seu legado. “Não existe exemplo no mundo de nenhum país que se desenvolveu sem antes investir na educação”, afirmou, ao defender a ampliação de recursos para o setor.
Cenário indefinido
As declarações ocorrem em um contexto de incerteza eleitoral. A nova edição da Pesquisa CNT de Opinião mostra que 38,6% dos eleitores ainda não sabem em quem votar para a Presidência. No cenário estimulado, Lula aparece com 28,7% das intenções de voto, à frente de Flávio Bolsonaro, que soma 16,6%. Mesmo inelegível, Jair Bolsonaro é mencionado por 3,4% dos entrevistados.
A taxa de rejeição do presidente, porém, atinge 40,3%, indicando resistência relevante a uma eventual recondução. Flávio Bolsonaro registra 25%, enquanto Jair Bolsonaro soma 18,9%. Outros nomes, como Ronaldo Caiado e Romeu Zema, aparecem com índices mais baixos.
A pesquisa ouviu 2.002 pessoas entre os dias 8 e 12 de abril, com margem de erro de 2,2 pontos percentuais e nível de confiança de 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-02847/2026.

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