DISCURSO NO SENADO

Senador mineiro ataca Congresso e compara rotina de políticos à escala 6x1

Senador mineiro afirma que "ninguém tem moral" para criticar jornada de trabalho e diz que ajuste deve começar pelos três poderes

Senador Cleitinho (Republicanos) -  (crédito: SENADO/REPRODUÇÃO)
Senador Cleitinho (Republicanos) - (crédito: SENADO/REPRODUÇÃO)

Em meio ao debate crescente sobre o fim da escala 6x1, o senador Cleiton Gontijo de Azevedo, mais conhecido como Cleitinho, do Republicanos, usou a tribuna do Senado, nesta terça-feira (14/4), para direcionar críticas ao próprio sistema político e defender que qualquer mudança nas regras trabalhistas seja acompanhada de cortes de gastos no setor público.

Durante o discurso, o parlamentar afirmou que políticos não têm legitimidade para discutir a jornada de trabalho da população. “Nenhum político tem moral para falar sobre a questão da escala 6x1”, declarou, ao comparar a rotina do Congresso com a realidade dos trabalhadores brasileiros.

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Cleitinho também questionou o funcionamento do Legislativo em semanas com feriados, citando o 21 de abril, que cairá em uma terça-feira. Segundo ele, a dinâmica de trabalho dos parlamentares reforça a desconexão com a realidade da população.

O senador apresentou números sobre o que chamou de “custo da política”, mencionando a existência de cerca de 71 mil cargos eletivos no país e estimativas de despesas que chegariam a R$ 130 bilhões por ano. Para ele, o debate sobre compensações fiscais, caso a escala 6x1 seja revista, precisa passar, necessariamente, pela redução desses gastos.

“Fonte de riqueza é o trabalhador e o empresário. A fonte de despesa está aqui”, afirmou, ao defender reformas política e administrativa.

Cleitinho também sugeriu medidas como desoneração da folha de pagamento e redução de impostos, condicionando qualquer mudança na legislação trabalhista a cortes dentro dos três poderes. “Quem tem que cortar da própria carne, somos nós”, disse.

Além da pauta econômica, o senador aproveitou o discurso para rebater críticas sobre seu posicionamento ideológico. Ele reafirmou ser de direita, citou votações alinhadas a pautas conservadoras e destacou apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro e ao senador Flávio Bolsonaro.

A fala ocorre em um momento em que o debate sobre a escala 6x1 ganha tração no Congresso e nas redes sociais, impulsionado por discussões sobre qualidade de vida, produtividade e impacto econômico. A proposta, no entanto, ainda enfrenta resistência, especialmente no setor empresarial, que cobra alternativas de compensação.

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AM
postado em 14/04/2026 15:50
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