
A eleição para a vaga no Tribunal de Contas da União (TCU), que consagrou, com larga margem de votos, o deputado Odair Cunha (PT-MG), provocou nova crise no clã Bolsonaro.
Indicada à vaga pelo pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), a deputada Soraya Santos (PL-RJ) decidiu retirar sua candidatura durante o pleito. Ela alegou que a desistência ocorreu por vontade própria, mas surgiram críticas a Flávio. Segundo informações obtidas pelo Correio por meio de uma fonte, a retirada teria sido articulada pelo próprio senador.
"Ela sofreu uma violência política. Obrigaram-na a retirar a candidatura, porque, caso o candidato do Lula ganhasse, ela teria que carregar essa culpa pelo resto da vida", disse uma assessora que acompanhou de perto a disputa da parlamentar pela vaga ao TCU, fortalecida por diversos grupos de mulheres da ala bolsonarista, inclusive a própria ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.
Nas redes sociais, por sinal, Michelle compartilhou um story com a frase: "Soraya, o TCU seria muito melhor com você lá. Triste dia". Com a retirada de Soraya, Flávio passou a apoiar o deputado Elmar Nascimento (União-BA), que contou com apenas 96 votos, menos da metade do candidato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na disputa.
O movimento levou, além da derrota da oposição, críticas ao filho 01 por ter adotado um discurso em favor das mulheres como estratégia política e a abandonando na reta final da disputa na tentativa de ganhar a corrida pelo TCU.

Política
Política
Política