
Após afirmar que pretende criar uma comissão especial que vai discutir o mérito das duas propostas de emenda à Constituição (PECs) sobre o fim da jornada de trabalho 6x1 na próxima semana, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), disse, nesta quinta-feira (23/4), que um dos nomes cotados para assumir a relatoria do colegiado é do deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP).
“Ele tem experiência muito forte nessa área vinda do movimento sindical, mas também tem outros parlamentares que estão pedindo [a relatoria]. Eu estou analisando, nós temos sempre que buscar alguém que tenha a capacidade de ter interlocução na Casa, que possa liderar o diálogo com os partidos e eu tenho dito desde o início que o nosso papel nessa matéria é procurar construir uma proposta mais equilibrada. Que a gente possa dar ao trabalhador, a trabalhadora, essa redução da jornada de trabalho, mas fazendo isso de maneira correta, de maneira comprometida com o país, ouvindo também quem emprega, ouvindo o setor produtivo, ouvindo o Governo, para que juntos tenhamos a maior convergência possível”, disse o presidente da Câmara.
Ontem (22/4), durante a votação da admissibilidade das duas propostas de emenda à Constituição (PECs) na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), o deputado Paulo Azi (União-BA), que foi relator do colegiado, era um dos nomes cotados para continuar na relatoria das matérias na comissão especial. Durante a apreciação do relatório final, conforme acompanhou o Correio, o parlamentar chegou a receber diversos elogios de parlamentares tanto da direita quanto da base governista.
Azi chegou a conversar com a reportagem enquanto estava em viagem de Brasília para Salvador, onde afirmou que “ainda não chegou a conversar com Motta sobre a relatoria da comissão especial”.
Motta por sua vez, definiu que o perfil do novo relator deve ser alguém com “diálogo, compromisso público, com preocupação e responsabilidade”. “Nós vamos construir o melhor relatório possível”, finalizou Motta ao dizer que até o momento, o governo não apresentou nenhum nome para comandar o colegiado.
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