
A escolha de um novo ministro para o Supremo Tribunal Federal (STF) começa com um ato exclusivo do presidente da República, mas a decisão final passa por um rigoroso processo de aprovação no Senado Federal. Todo o caminho, da indicação à posse, é desenhado para avaliar se o candidato cumpre os requisitos constitucionais: ter mais de 35 e menos de 70 anos de idade, notável saber jurídico e reputação ilibada.
O processo se desenrola em diferentes etapas, mobilizando senadores e a opinião pública. A seguir, entenda como funciona cada fase até que um nome ocupe uma das onze cadeiras da mais alta corte do país.
A indicação e a análise na CCJ
Após a indicação oficial pelo presidente, o nome do escolhido é enviado ao Senado e encaminhado para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), a mais importante da Casa. Lá, um senador é designado como relator do processo.
O relator é responsável por elaborar um parecer sobre a indicação. Ele analisa o currículo do candidato, verifica se não há impedimentos legais e prepara um relatório que será apresentado e votado pelos membros da comissão. Esse documento pode ser favorável ou contrário à aprovação do nome.
A sabatina
Este é o momento de maior exposição do processo. O indicado é convocado para uma audiência pública na CCJ, onde é questionado pelos senadores por horas a fio. As perguntas podem abordar desde temas jurídicos complexos e visões sobre a Constituição até questões pessoais e posicionamentos políticos.
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A sabatina serve para que os parlamentares e a sociedade avaliem o preparo técnico, o equilíbrio emocional e a capacidade do candidato de resistir à pressão do cargo. Ao final da audiência, os membros da comissão realizam uma votação secreta para aprovar ou rejeitar o parecer do relator.
As votações decisivas
Se o parecer for aprovado na CCJ por maioria simples, a indicação avança para a etapa final: a votação no plenário do Senado. Nesta fase, todos os 81 senadores votam de forma secreta para decidir se aprovam ou não o nome indicado.
Para ser aprovado, o candidato precisa do voto favorável da maioria absoluta da Casa, ou seja, no mínimo 41 votos. Caso atinja essa marca, o nome é oficialmente aprovado pelo Senado e a decisão é comunicada ao presidente da República.
Nomeação e posse
Com a aprovação do Senado, o presidente da República edita o decreto de nomeação, que é publicado no "Diário Oficial da União". A etapa final é a cerimônia de posse no STF, quando o novo ministro assume oficialmente sua cadeira na Corte.
Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.
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