CONGRESSO

Moro critica articulação na CCJ e diz que governo teme sabatina de Messias

Senador afirma que foi substituído sem consulta na comissão e anuncia voto contrário à indicação do advogado-geral da União para o Supremo

"O governo não tem certeza da aprovação do ministro Jorge Messias. Só isso explica a manobra imoral que adotaram hoje", afirmou o senador, ao comentar a reconfiguração da CCJ. - (crédito: Ed Alves/CB/DA.Press)

O senador Sergio Moro (PL-PR) criticou a articulação do governo na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado às vésperas da sabatina de Jorge Messias, indicado ao Supremo Tribunal Federal (STF). Para o parlamentar, a mudança na composição do colegiado revela a insegurança do Palácio do Planalto quanto à aprovação do nome.

A declaração foi feita nesta segunda-feira (27/4), dois dias antes da sabatina, marcada para quarta-feira (29). Segundo Moro, a substituição de membros na comissão seria uma tentativa de reduzir questionamentos mais duros ao indicado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

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“O governo não tem certeza da aprovação do ministro Jorge Messias. Só isso explica a manobra imoral que adotaram hoje”, afirmou o senador, ao comentar a reconfiguração da CCJ.

Moro disse ter sido surpreendido com sua retirada da comissão, sem consulta prévia. De acordo com ele, ocupava uma vaga vinculada ao União Brasil e foi substituído pelo senador Renan Filho (MDB-AL). O parlamentar classificou a decisão como parte do “jogo político”, mas reforçou a leitura de fragilidade do governo.

“Fui surpreendido com a notícia da minha substituição. Tudo bem, é do jogo político, mas reflete a incerteza do governo quanto à aprovação de Jorge Messias ao Supremo”, declarou.

O senador também antecipou que votará contra a indicação. Segundo ele, o Planalto teme uma sabatina mais rigorosa. “O governo teme uma sabatina transparente, na qual membros da oposição possam fazer perguntas pertinentes”, disse. A indicação de Messias foi formalizada em 1º de abril para ocupar a vaga deixada por Luís Roberto Barroso, que se aposentou em outubro de 2025.

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postado em 27/04/2026 19:00
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