
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) associou, nesta terça-feira (28/4), a promulgação do acordo de livre-comércio entre Mercosul e a União Europeia com uma vitória do multilateralismo sobre tarifas unilaterais aplicadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. “Ele (o acordo) veio em um momento muito importante porque ele veio para reforçar a ideia consagrada do multilateralismo", disse Lula.
"Depois que o presidente Trump tomou as medidas que ele tomou praticando as taxações de forma unilateral contra o mundo inteiro, a resposta que a União Europeia e o Brasil (como integrante do Mercosul) deram ao mundo é de que não existe nada melhor do que a gente acreditar no exercício da democracia no multilateralismo e na relação cordial entre as nações”, completou o presidente, na cerimônia de promulgação do tratado realizada no Palácio do Planalto.
Com a assinatura de Lula, o acordo entre Mercosul e União Europeia passa a valer provisoriamente a partir desta sexta-feira (1º/5). Além do Brasil, o tratado de livre-comércio — que já foi assinado por Mercosul e UE— terá de passar pelo crivo dos países integrantes dos blocos. O cenário, porém, mostra que nações como França, Bélgica, Irlanda e Polônia resistem à validação do acordo.
Vitória dos "colonizados"
Ao promulgar a vigência provisória para o acordo entre Mercosul e UE, Lula classificou o fato como vitória de países colonizados sobre os colonizadores. Na avaliação dele, o andamento do tratado ocorreu pelo empenho de países do bloco sul-americano — sobretudo o Brasil.
“Quando os colonizados resolvem levantar a cabeça e dizer que eles têm direito às coisas, (os colonizadores) criam mais dificuldades porque nós (colonizados) viramos competitivos com produtos. Esse acordo foi um acordo feito a ferro, suor e sangue porque tem muita coisa que querem evitar que o Brasil cresça, que quer evitar que o Brasil dispute e que querem evitar que o Brasil sabe coloque os seus produtos nos mercados estrangeiros”, finalizou.

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