O presidente da República em exercício, Geraldo Alckmin (PSB), atribuiu ao governo do Distrito Federal a responsabilidade por supostas irregularidades na tentativa de compra do Banco Master pelo Banco de Brasília.
“O banco é estadual, então cabe ao estado (o DF) a capitalização dele. Enfim, (é necessário) verificar a melhor maneira de encaminhá-lo. (...) É preciso ouvir o governo do Distrito Federal", disse Alckmin, nesta quinta-feira (16/4), em conversa com jornalistas, no Palácio do Planalto, onde explicou nova medida de crédito a empresas cujas exportações tenham sofrido com conflitos geopolíticos.
Geraldo Alckmin, que substitui o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enquanto o petista participa de comitiva na Europa, comentou a situação do BRB, horas após o ex-presidente da instituição financeira Paulo Henrique Costa ter sido preso pela Polícia Federal.
Para a PF, Paulo Henrique Costa teria agido para favorecer o Banco Master, do banqueiro Daniel Vorcaro — que também está preso —, em operações fraudulentas com o BRB. Embora o Banco Master, liquidado pelo Banco Central no ano passado por falta de liquidez, não tenha sido comprado pelo BRB, a instituição controlada pelo DF adquiriu mais de R$ 30 milhões em ativos do Banco Master.
Antes de Alckmin atribuir possíveis irregularidades do BRB ao governo do DF, o ministro José Guimarães, da Secretaria de Relações Institucionais (SRI), afirmou ser contrário à possibilidade de o governo federal socorrer o Banco de Brasília. “Sou radicalmente contrário, na minha opinião a socorrer o BRB”, disse o ministro.
Essa posição também é compartilhada pelo Ministério da Fazenda, que já havia sinalizado não apoiar medidas como a federalização do banco. Segundo integrantes da equipe econômica, a responsabilidade pela condução da crise deve permanecer com o GDF.
