INVESTIGAÇÕES

Alckmin atribui ao GDF possíveis irregularidades do BRB

Ex-presidente do Banco de Brasília foi preso nesta quinta-feira (16/4). O ministro José Guimarães, da SRI, disse ser contrário à possibilidade de o governo federal socorrer o BRB

O presidente da República em exercício, Geraldo Alckmin (PSB), atribuiu ao governo do Distrito Federal a responsabilidade por supostas irregularidades na tentativa de compra do Banco Master pelo Banco de Brasília. 

“O banco é estadual, então cabe ao estado (o DF) a capitalização dele. Enfim, (é necessário) verificar a melhor maneira de encaminhá-lo. (...) É preciso ouvir o governo do Distrito Federal", disse Alckmin, nesta quinta-feira (16/4), em conversa com jornalistas, no Palácio do Planalto, onde explicou nova medida de crédito a empresas cujas exportações tenham sofrido com conflitos geopolíticos.

Geraldo Alckmin, que substitui o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enquanto o petista participa de comitiva na Europa, comentou a situação do BRB, horas após o ex-presidente da instituição financeira  Paulo Henrique Costa ter sido preso pela Polícia Federal.

Para a PF, Paulo Henrique Costa teria agido para favorecer o Banco Master, do banqueiro Daniel Vorcaro — que também está preso —, em operações fraudulentas com o BRB. Embora o Banco Master, liquidado pelo Banco Central no ano passado por falta de liquidez, não tenha sido comprado pelo BRB, a instituição controlada pelo DF adquiriu mais de R$ 30 milhões em ativos do Banco Master.

Antes de Alckmin atribuir possíveis irregularidades do BRB ao governo do DF, o ministro José Guimarães, da Secretaria de Relações Institucionais (SRI), afirmou ser contrário à possibilidade de o governo federal socorrer o Banco de Brasília. “Sou radicalmente contrário, na minha opinião a socorrer o BRB”, disse o ministro. 

Essa posição também é compartilhada pelo Ministério da Fazenda, que já havia sinalizado não apoiar medidas como a federalização do banco. Segundo integrantes da equipe econômica, a responsabilidade pela condução da crise deve permanecer com o GDF.

 

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