judiciário

Gilmar Mendes nega crise interna no STF e minimiza polêmicas

Ministro afirmou que a Corte exige experiência: "Eu não gosto de enfermeiro que nunca viu sangue"

O ministro e decano do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, negou que a Corte esteja passando por crise interna. Em entrevista TV Bandeirantes, nesta sexta-feira (17/4), o magistrado afirmou que vê a situação como um “copo meio cheio” e criticou a conduta do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

“Nós temos várias formas de ver o copo, se ele está cheio, se ele está meio vazio ou se ele está meio cheio. Eu prefiro ver assim”, disse.

Gilmar pontuou que a percepção de instabilidade vem de falhas na gestão processual.  Citando o recente de Cláudio Castro, que se tornou inelegível após julgamento no TSE,  ele avalia que o Tribunal não conduziu a situação de forma positiva.

“Demorou demais para decidir o caso do governador. Tivéssemos decidido isso no ano passado, não estaríamos debatendo eleição direta ou indireta”, declarou. 

Casos semelhantes em outros estados também foram alvo de críticas. “Esse retardo aconteceu tanto no  Rio de Janeiro como em Roraima, onde o governador cumpriu praticamente o mandato inteiro, saiu para se desincompatibilizar, e até hoje a ação não terminou”, afirmou. 

Sobre o caso do Banco Master, Gilmar Mendes minimizou a proximidade de envolvidos com os ministros do Judiciário. “O Tribunal tem dado grandíssimas contribuições ao país. Aqui e acolá apontam uma falha, que pode existir. Não somos imunes a investigações, mas daí a tornar isto a 'grande crise da República'”, observou. “Eu digo sempre que as pessoas que vêm para o STF têm que ter acumulado experiências. Eu não gosto de enfermeiro que nunca viu sangue.”

 

Mais Lidas