ENERGIA

Lula destaca potencial 'verde e inovador' do Brasil em feira de tecnologia

Presidente participa, neste domingo (19/4), da feira Hannover Messe, maior evento de tecnologia industrial do mundo

Em evento na Alemanha neste domingo (19/4), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ressaltou o potencial brasileiro para o desenvolvimento de energia limpa e renovável. Segundo ele, que discursou na Feira de Tecnologia Industrial Hannover Messe, a abundância da energia verde pode vir a ser um diferencial para que o Brasil atraia investimentos com foco em descarbonização.

"O Brasil dispõe de matriz energética elétrica limpa, com 90% da energia elétrica limpa. Temos potencial para produzir o hidrogênio verde mais barato do mundo", destacou Lula. De acordo com o petista, o potencial brasileiro pode "ajudar" a União Europeia a "diminuir o custo de energia e descarbonizar sua indústria".

Consistência energética

Para o presidente, a estrutura energética brasileira faz com que o país seja menos atingido pela crise provocada pela alta no petróleo no mercado internacional, em decorrência do conflito entre os Estados Unidos, Israel e Irã. Lula chamou a guerra de "maluquice".

"Essa trajetória consistente em energias renováveis fortaleceu nossa segurança energética. O Brasil é um dos países menos afetados pela maluquice da guerra (...) Nós não estamos sofrendo o aumento do preço do petróleo como muitos países estão sofrendo porque o governo tomou medidas e só importa 30% do seu diesel", pontuou.

Subvenções

Ao citar medidas tomadas pelo Brasil para evitar o choque nos preços de combustíveis, Lula citou os anúncios do governo federal que envolveram subsídios e isenções de impostos a combustíveis como diesel (nacional e importado), biodíesel, gás liquefeito de Petróleo — o gás de cozinha (GLP) — e querosene de aviação. 

Quanto ao diesel importado, há ainda uma indefinição entre os estados para firmar a subvenção de R$ 1,20 por litro do combustível. Nessa proposta, segundo o governo federal, a União entraria com R$ 0,60 e os estados com a outra metade do subsídio.

Segundo o presidente da República em exercício, Geraldo Alckmin (PSB), apenas um ente federativo ainda não aceitou a proposta feita pelo governo. "Vinte e seis estados já disseram que vão aderir. Vamos esperar até o dia 22 e torcer pela unanimidade", afirmou, no sábado (18/4).

Mais Lidas