MULTILATERALISMO

Em meio à divergência ideológica, Lula diz ser pragmático com líder alemão

Primeiro-ministro da Alemanha, Friedrich Merz, é um político conservador. Para o presidente brasileiro, a relação entre os dois deve ser de chefes de Estado

Na perspectiva da defesa pelas relações comerciais baseadas no multilateralismo, o líder brasileiro ressaltou o fato de o acordo bilateral entre Mercosul e União Europeia estar próximo de sua vigência provisória. Segundo ele, a concretização deste tratado de livre-comércio virá como resposta ao unilateralismo -  (crédito: Reprodução/Youtube LulaOficial)
Na perspectiva da defesa pelas relações comerciais baseadas no multilateralismo, o líder brasileiro ressaltou o fato de o acordo bilateral entre Mercosul e União Europeia estar próximo de sua vigência provisória. Segundo ele, a concretização deste tratado de livre-comércio virá como resposta ao unilateralismo - (crédito: Reprodução/Youtube LulaOficial)

Em discurso favorável ao multilateralismo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) destacou ser pragmático na relação com o primeiro-ministro da Alemanha, Friedrich Merz. O líder brasileiro participa, neste domingo (19/4), na Alemanha, da Feira Industrial de Hanôver, o maior evento de tecnologia do mundo.

"Não importa quem é o primeiro-ministro ou presidente de um país. O que importa é o projeto de desenvolvimento que ele tem. Eu não estou numa relação com o primeiro-ministro ideológica partidária, é uma relação entre chefes de Estado. Eu quero dizer ao primeiro-ministro que o Brasil está de braços abertos para discutir qualquer tema com a Alemanha", discursou Lula, no evento, se direcionando a Merz, que faz parte do partido conservador União Democrata-Cristã.

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As diferenças entre Lula e Merz ocorrem na perspectiva ideológica. Enquanto o alemão comanda, em seu país, o partido conservador, Lula busca ter um governo voltado à centro-esquerda. Ao diminuir divergências ideológicas na relação entre chefes de Estados, o petista ressaltou a busca pelo multilateralismo.

"A única coisa que nós queremos é certeza de que a nossa relação será uma relação pensando no fortalecimento da democracia, do multilateralismo e no respeito à integridade territorial e soberania do povo de cada país", defendeu.

Mercosul-UE

Na perspectiva da defesa pelas relações comerciais baseadas no multilateralismo, o líder brasileiro ressaltou o fato de o acordo bilateral entre Mercosul e União Europeia estar próximo de sua vigência provisória. Segundo ele, a concretização deste tratado de livre-comércio virá como resposta ao unilateralismo.

"Diante do unilateralismo, o Mercosul e a União Europeia escolheram a cooperação. Daqui a menos de duas semanas, entrará em vigor o acordo que cria um mercado de quase 720 milhões de pessoas e um PIB de US$ 23 trilhões. Mais comércio e mais investimento significam novos empregos e oportunidades nos dois lados do Atlântico" disse o presidente.


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postado em 19/04/2026 15:59 / atualizado em 19/04/2026 15:59
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