O relator da proposta que põe fim à escala de trabalho 6x1 na Câmara dos Deputados, Paulo Azi (União-BA), afirmou nesta segunda-feira (20/4) ao Correio que acredita na aprovação da matéria “sem maiores dificuldades”. A avaliação ocorre em meio à movimentação do presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), para imprimir ritmo acelerado à tramitação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC).
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) deve votar o texto na próxima quarta-feira (22). A articulação de Motta é vista como uma manobra regimental para viabilizar a aprovação da proposta ainda até o fim de maio. Nos bastidores do colegiado, o cenário é considerado amplamente favorável ao avanço da matéria.
Inicialmente restrita à base governista, a PEC ganhou novo impulso após o apoio público do presidente da Câmara. Motta tem reforçado o apelo social da proposta, destacando seus efeitos e defendendo celeridade na análise. Apesar disso, setores da oposição ainda demonstram resistência, classificando a pauta como “eleitoreira”.
Para ser aprovada na CCJ, a proposta precisa de maioria simples, desde que haja quórum mínimo de 34 deputados. A expectativa é de que, superada essa etapa, o texto siga para uma comissão especial. A definição sobre o comando e a relatoria desse colegiado, no entanto, ficará para depois da votação na CCJ.
O parecer favorável já foi apresentado por Paulo Azi, mas a análise acabou adiada após pedido de vista dos deputados Lucas Redecker (PSDB-RS) e Bia Kicis (PL-DF), no último dia 15. Com isso, foi necessário cumprir o prazo regimental de duas sessões de plenário antes da retomada da discussão.
Nos corredores do Congresso, a avaliação é de que há vontade política para aprovar a proposta, impulsionada também pela repercussão junto à opinião pública.
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