ELEIÇÕES 2026

Quaest: Paes lidera disputa no RJ enquanto cresce rejeição a Castro

Levantamento mostra preferência por candidato independente e vantagem do ex-prefeito nas simulações eleitorais, enquanto gestão estadual registra alta desaprovação

A pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta segunda-feira (27/4), revela um cenário favorável ao ex-prefeito Eduardo Paes (PSD) na disputa pelo governo do Rio de Janeiro, ao mesmo tempo em que aponta elevada rejeição à gestão do ex-governador Cláudio Castro (PL). O levantamento indica que o eleitor fluminense tem preferência por um candidato “independente”, sem alinhamento direto ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva ou ao ex-presidente Jair Bolsonaro, o que ajuda a explicar a estratégia política adotada por Paes.

De acordo com a pesquisa, 40% dos entrevistados preferem um governador independente, enquanto 29% optam por um candidato ligado a Bolsonaro e 26% por um alinhado a Lula. O dado reforça o movimento de Paes de construir uma candidatura ampla, que dialoga com diferentes espectros políticos. O ex-prefeito tem articulado alianças que incluem nomes associados tanto ao campo bolsonarista quanto ao petista, em uma tentativa de captar esse eleitorado mais moderado.

Nas intenções de voto, Paes aparece na liderança em todos os cenários de primeiro turno, com índices que variam entre 34% e 40%. O segundo colocado, Douglas Ruas, registra entre 9% e 11%. Em uma eventual disputa de segundo turno entre os dois, Paes amplia a vantagem e chega a 49% das intenções de voto, contra 16% do adversário. O levantamento também mostra desejo de mudança: 43% dos eleitores defendem uma ruptura total com a atual gestão estadual, enquanto apenas 17% preferem continuidade.

A pesquisa também evidencia o desgaste do governo de Cláudio Castro. Segundo o levantamento, 47% dos entrevistados desaprovam a gestão, enquanto 35% aprovam. Na avaliação qualitativa, 36% consideram o governo negativo, 32% regular e 23% positivo. 

Castro deixou o cargo no fim de março, após decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que o tornou inelegível por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022. O levantamento ouviu 1.200 eleitores entre os dias 21 e 25 de abril, com margem de erro de três pontos percentuais e nível de confiança de 95%.

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