O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não deve participar das celebrações do Dia do Trabalhador nesta sexta-feira (1º/5). Neste ano, as centrais sindicais optaram por não realizar o tradicional ato unificado em São Paulo, promovendo ações menores em diferentes regiões do país.
Lula não participa de atos de 1º de maio desde 2024, quando esteve em um evento esvaziado no estádio do Corinthians, em Itaquera, e criticou publicamente a baixa adesão ao encontro.
- Leia também: Lula anuncia Desenrola 2 no Dia do Trabalhador
No ano passado, o presidente decidiu não comparecer às manifestações temendo um novo vexame, com a baixa mobilização, e em meio à crise de descontos indevidos de aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), operado por alguns sindicatos.
A preocupação com o baixo público também atinge as centrais sindicais. Em março, a Central Única dos Trabalhadores (CUT), Força Sindical, Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB), União Geral dos Trabalhadores (UGT), Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Nova Central Pública e Intersindical decidiram por descentralizar os atos.
A orientação das entidades é que os atos ocorram junto à base de cada sindicato, como forma de aumentar o alcance das mobilizações.
Os sindicalistas também decidiram focar esforços na Marcha dos Trabalhadores, realizada no dia 15 de abril, em Brasília, e entregou 68 reivindicações ao presidente Lula durante um evento no Palácio do Planalto. A principal pauta, no momento, é a aprovação do fim da escala 6x1.
Pronunciamento será o foco
Lula dará destaque ao tradicional pronunciamento de 1º de maio, em cadeia nacional de rádio e televisão. O presidente vai anunciar os principais pontos do Desenrola 2, programa voltado à renegociação de dívidas, como forma de diminuir o endividamento das famílias, que está em patamar recorde.
A medida vai permitir a renegociação, a juros menores e desconto de até 90%, de dívidas de cartão de crédito, cheque especial e empréstimos pessoais para quem tem renda de até cinco salários mínimos (R$ 8.105) mensais. O Planalto estuda realizar um evento, na próxima semana, para oficializar o anúncio, mas ainda não há confirmação.
Lula também defenderá o fim da escala 6x1, como fez no pronunciamento do ano passado. Apesar de o Planalto ter enviado um projeto de lei (PL) com regime de urgência, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), iniciou a tramitação de duas propostas de emenda constitucional (PECs), que demoram mais para serem aprovadas.
Em ano eleitoral, as duas propostas estão entre as principais ações do governo federal para alavancar a popularidade do presidente Lula.
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