CASO MASTER

Caso Master: Publicitário confirma plano com influenciadores

Thiago Miranda, do Portal Léo Dias, prestou depoimento à Polícia Federal e detalhou atuação de uma "guerrilha digital" contra a liquidação do Banco Master

Caso Master: Publicitário confirma plano com influenciadores -  (crédito: Reprodução / Instagram)
Caso Master: Publicitário confirma plano com influenciadores - (crédito: Reprodução / Instagram)

O empresário Thiago Miranda, sócio do Portal Léo Dias e dono da Agência Mithi, prestou depoimento na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, nesta terça-feira (12). De acordo com informações obtidas pela reportagem, o publicitário confirmou um plano montado com influenciadores digitais para atacar o Banco Central. A estrutura foi montada a pedido de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

Em seu depoimento, Thiago confirmou que Vorcaro o procurou para contratar influenciadores com milhões de seguidores para se posicionar contra a liquidação do Master pelo Banco Central e a favor de uma medida do Tribunal de Consta da União (TCU) que poderia reverter a decisão da autoridades monetária. Miranda não cita ataques contra o BC em seu depoimento, mas confirma a criação da estrutura para reverberar conteúdo contra a decisão que pôs fim às atividades do banco de Vorcaro.

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Entre as ações determinadas ao grupo de influenciadores estava a postagem de uma matéria do Portal Metrópoles afirmando que o Tribunal de Contas "via indícios de precipitação na liquidação do Master" e que dava 72 horas para o Banco Central se explicar. A informação foi publicada inicialmente pelo jornal O Globo, que revelou a existência do "Projeto DV", e confirmada pelo Correio.

Um dos principais alvos dos ataques digitais era Renato Gomes, diretor de Supervisão do Banco Central, que atuou pela liquidação do Master. Thiago Miranda teve contato quase diário com Daniel Vorcaro após ele deixar a prisão, em novembro do ano passado, depois de ser preso na Operação Compliance Zero. Miranda teria se oferecido para "reverter a crise de imagem" em relação ao executivo.

Entre os influenciadores citados por Miranda e que teriam recebido recursos para atuar em favor do Master estão Marcelo Rennó, com 1,2 milhões de seguidores no Instagram, Paulo Cardoso, com 4,3 milhões, além de páginas como Fofoquei, Alfinetada e Luiz Bacci. Thiago Miranda afirmou que era responsável apenas por fechar contratos, que não previam ataques a instituições, e repassar o conteúdo que deveria ser comentado e postado pelos influenciadores.

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postado em 12/05/2026 19:35
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