
Pré-candidatos à Presidência da República reagiram ao vazamento das conversas entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, nas quais o parlamentar pede R$ 134 milhões para bancar o filme sobre a vida de Jair Bolsonaro.
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) criticou o senador, que também mira o Palácio do Planalto. "Flávio Bolsonaro, ouvir você cobrando dinheiro do Vorcaro é imperdoável. É um tapa na cara dos brasileiros de bem", disse Zema, em vídeo publicado nas redes sociais.
O pré-candidato à Presidência pode ser beneficiado pelo vazamento e se colocar como opção da direita caso a notícia desidrate a pré-candidatura de Flávio.
No vídeo, ele não mencionou a possibilidade de crescer diante do vazamento, mas afirmou que "é preciso ter credibilidade para mudar o Brasil": "Não adianta nada criticar as práticas de Lula e do PT e fazer a mesma coisa", disparou.
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O deputado cassado Eduardo Bolsonaro partiu para cima de Zema após a postagem e disse que o ex-governador "se aproveitou" da situação. "Não sequer ouviu o outro lado, bastou um par de horas para a 'união da direita', o 'potencial vice' se aproveita e larga esta acusação sem fundamentos", escreveu, em post no X (antigo Twitter).
Zema foi apontado como possível vice na chapa do senador à Presidência. Perguntado se toparia a composição, o ex-governador tem negado e até brincou com a possibilidade de Flávio ser seu vice.
"Não houve desvio de dinheiro, Lei Rouanet ou recursos públicos. Não seja tão baixo, tão vil, Romeu Zema", disparou Eduardo.
Por sua vez, o também pré-candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD-GO) ressaltou que Flávio tem o dever de esclarecer o conteúdo das conversas. Ele aproveitou para reforçar a solidez de sua própria carreira política, pontuando que, em 40 anos de vida pública, nunca teve sua integridade moral questionada e que sua postura atual não deve ser confundida com oportunismo político.
Para o governador goiano, a prioridade máxima do campo político conservador deve ser a manutenção da coesão interna, evitando que polêmicas individuais fragmentem o grupo. Defendeu que a centro-direita brasileira precisa evitar divisões.
"O que nós precisamos, mais do que nunca, é fazer com que a centro-direita brasileira não se divida, não rompa essa unidade, para que possamos, aí sim, aquilo que é o fundamental, derrotar o PT e o Lula nas urnas do auxílio todo. Este é o compromisso que nós temos", enfatizou.
Segundo ele, a expectativa da população em relação a um presidenciável é de que ele mantenha a clareza sobre o objetivo de derrotar o atual governo, tratando questões jurídicas ou pessoais como processos à parte da missão política coletiva.
"Falhas de ordem pessoal devem ser tratadas por cada um que venha amanhã a ser denunciado. Mas o objetivo principal é não mudar o foco. O foco é derrotar. E sem dúvida nenhuma é isso que a maioria da população brasileira espera de um pré-candidato à Presidência da República", comentou.
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