Jornada de trabalho

Impasse sobre transição adia leitura de parecer sobre fim da escala 6x1

Sem consenso sobre prazo para implementação das novas regras, comissão especial remarca apresentação do relatório para a próxima segunda-feira

A leitura do relatório, feito pelo deputado Leo Prates (Republicanos-BA), ficou para a próxima segunda-feira (25/5) -  (crédito: Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados)
A leitura do relatório, feito pelo deputado Leo Prates (Republicanos-BA), ficou para a próxima segunda-feira (25/5) - (crédito: Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados)

A comissão especial da Câmara dos Deputados que discute o fim da escala 6x1 adiou a leitura do parecer do relator, deputado Leo Prates (Republicanos-BA), prevista inicialmente para esta quarta-feira (20/5). O anúncio foi feito na noite desta terça-feira (19) pelo presidente do colegiado, deputado Alencar Santana (PT-SP), após reunião na residência oficial do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).

Segundo Alencar, ainda não houve acordo sobre pontos considerados centrais da proposta, especialmente o período de transição para a adoção das novas regras trabalhistas. A leitura do relatório foi remarcada para a próxima segunda-feira (25).
Participaram do encontro, além de Santana e Prates, o líder do governo na Câmara, Paulo Pimenta (PT-RS), e o deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), autor de uma das propostas de emenda à Constituição (PECs) em discussão sobre o tema.
“Tínhamos estabelecido a data de amanhã (hoje) como a apresentação do relatório, mas como tem pontos a serem ainda melhor maturados, melhor conversados, melhor construídos, continuaremos discutindo até segunda-feira, momento em que o relator apresentará o seu relatório”, afirmou Alencar Santana.

Transição trava consenso

O principal entrave nas negociações envolve o tempo de transição para implementação do novo modelo de jornada. Segundo os deputados, ainda não há entendimento sobre qual será o prazo para adaptação às mudanças.
“E a transição? É dois, três, quatro, cinco anos? Esses pontos ainda serão melhor construídos”, disse o presidente da comissão. Apesar do impasse, Alencar afirmou acreditar que a implementação ocorrerá “o mais imediato possível”.
Enquanto parte dos parlamentares defende um período de adaptação entre dois e cinco anos, integrantes da base governista têm defendido a adoção imediata das novas regras, ou uma transição reduzida.
Apesar das divergências, os deputados afirmaram que permanecem mantidos os princípios centrais da proposta: dois dias de descanso por semana, jornada de 40 horas semanais, ausência de redução salarial e fortalecimento das convenções coletivas.
*Com informações da Agência Estado

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postado em 20/05/2026 13:03
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