CB DEBATE

Especialista da CNI defende prazo maior para discutir fim da 6x1

Pablo Rolim, da área de indústria e Política da entidade, acredita que há "curtíssimo prazo" para definir questões mais complexas para o mercado de trabalho

"É um tema fundamental e legítimo, mas a gente precisa ter responsabilidade nessa discussão", disse Pablo Rolim em evento realizado pelo Correio - (crédito: Ed Alves/CB/D.A Press)

Com uma discussão em ritmo mais acelerado no Congresso Nacional, o especialista em Política e Indústria da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Pablo Rolim, acredita que há uma pressa excessiva em aprovar a redução da jornada de trabalho atual, e que os prejuízos para o trabalhador podem ser maiores que os benefícios, a depender de como o texto que extinguiria a escala 6x1 for aprovado.

De acordo com dados levantados pela própria entidade, o fim da escala atual pode resultar em um aumento de custo de 6,2% para o consumidor final, além de aumento de 5,7% em alimentos nos mercados, 7,2% em produtos comprados pela internet, além de 6,6% em roupas e vestuário. No geral, o especialista também prevê uma queda de 1,2% no Produto Interno Bruto (PIB) industrial com a nova regulamentação.

Fique por dentro das notícias que importam para você!

SIGA O CORREIO BRAZILIENSE NOGoogle Discover IconGoogle Discover SIGA O CB NOGoogle Discover IconGoogle Discover

“Então, são aspectos que precisam ser considerados nesse debate, e que esse curtíssimo prazo de discussão e curtíssimo prazo de adaptação não está considerando. A gente precisa de muito mais exame, de equilíbrio, de responsabilidade, porque sim, é um aspecto, é um tema fundamental e legítimo, mas a gente precisa ter responsabilidade nessa discussão”, destacou o especialista da CNI.

Rolim foi um dos participantes do primeiro painel do evento Escala 6x1: Em busca de equilíbrio na jornada de trabalho, promovido nesta terça-feira (26/5) pelo Correio Braziliense, com o apoio do Sistema Indústria (CNI/Sesi/Senai/IEL) e da Confederação Nacional do Transporte (CNT). O debate está disponível na íntegra no canal oficial do Correio no YouTube.

Flutuações no mercado

Para o especialista da entidade, o debate atual sobre a redução da jornada no Parlamento não leva em consideração possíveis flutuações do mercado de trabalho, ocasionadas pela necessidade de contratação de novos trabalhadores, o que, segundo ele, pode gerar maiores dificuldade de contratação e mais necessidade de investimento em outras áreas, como inovação e tecnologia, por exemplo.

Além disso, Rolim também tratou sobre os desafios relacionados à produtividade que podem surgir com a aprovação da matéria. Ele avalia que o Brasil sofre com baixa produtividade há, pelo menos, quatro décadas.

“Então, por isso que a CNI tem se manifestado continuamente e trazendo esses dados, trazendo esse impacto e falando: vamos discutir com mais profundidade. Precisamos discutir, mas ela tem que ser uma discussão que não pode ser feita em um período tão curto”, destacou.

Veja o debate na íntegra:

  • Google Discover Icon
postado em 26/05/2026 13:18
x