CASO MASTER

"Qual sua necessidade de caixa?", perguntou Paulo Henrique Costa a Vorcaro

Investigação aponta que o ex-presidente do BRB colocou os cofres da instituição totalmente à disposição do dono do Banco Master

Os diálogos estavam nos celulares apreendidos pela PF durante a Operação Compliance Zero, que investiga o mega esquema de corrupção estruturado por meio de fraudes no sistema financeiro -  (crédito:  Ed Alves/CB/D.A Press)
Os diálogos estavam nos celulares apreendidos pela PF durante a Operação Compliance Zero, que investiga o mega esquema de corrupção estruturado por meio de fraudes no sistema financeiro - (crédito: Ed Alves/CB/D.A Press)

Conversas obtidas pela Polícia Federal revelam diálogos impactantes do ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, com o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. As diligências apontam que o banco distrital era usado como se fosse patrimônio pessoal de Costa e servia de moeda de troca para obter vantagens ilícitas, como a obtenção de imóveis milionários em forma de propina. A investigação aponta que o ex-gestor do banco do DF colocou os caixas da instituição à disposição de Vorcaro.

Em um dos diálogos, Costa pergunta a Vorcaro “qual a necessidade de caixa”. Os diálogos estavam nos celulares apreendidos pela PF durante a Operação Compliance Zero, que investiga o mega esquema de corrupção estruturado por meio de fraudes no sistema financeiro. “Qual sua necessidade de caixa? Você pode me enviar um cronograma tentativo”, disse Costa. Em seguida, Vorcaro responde: “vou preparar e te enviar”.

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Adiante na conversa, Paulo Henrique Costa responde, em uma mensagem que os investigadores acreditam ser a cobrança de propina em forma de imóveis. “Amigo, queria te pedir uma atenção também ao nosso cronograma pessoal para acertar inclusive o contrato de moradia em SP. Este é um assunto que está mais na sua mão. Sei que você tem outras coisas mais importantes para se preocupar. Mas é um passo importante para mim”, escreveu.

Os diálogos foram revelados pelo jornal Estado de S. Paulo e confirmados pelo Correio junto a fontes na corporação. A Polícia Federal identificou ainda um grupo de WhatsApp usado por Daniel Vorcaro para orientar a produção de documentos fraudulentos para mascarar fraudes no Banco de Brasília (BRB). De acordo com as investigações, o grupo "Info BRB" era usado na produção de comprovantes de valores de carteiras de créditos imprestáveis.

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postado em 26/05/2026 20:20 / atualizado em 26/05/2026 20:22
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