O atual e primeiro presidente do Partido Missão, fundador do Movimento Brasil Livre (MBL) e pré candidato à Presidência da República, Renan Santos, foi o entrevistado do CB.Poder Especial — uma parceria entre o Correio e a TV Brasília — desta quinta-feira (21/05) da série esquenta de entrevistas com os pré-candidatos, para debater o cenário político brasileiro e suas propostas diante a eleição de 2026, em conversa com as jornalistas Adriana Bernardes e Mariana Niederauer.
Para o convidado, a família Bolsonaro só existe politicamente se ela continuar participando de eleições. O entrevistado diz que o objetivo da candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) é manter liderança sobre o bloco, mesmo se perdesse para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
“Entretanto, isso tem limites. A briga ali dentro do PL e dentro do próprio bolsonarismo é se eles vão até o fim com uma candidatura que, hoje, eles têm certeza de derrota e, ainda assim, mantêm uma certa liderança sobre aquilo que a gente chama de antipetismo, ou se desiste de vez, o que seria, do ponto de vista político, o fim da família como uma marca política poderosa”, disse Santos sobre os áudios envolvendo Flávio e o banqueiro Daniel Vorcaro.
O pré-candidato explica que a direita tem dois caminhos: um sendo de Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo), que se colocam como “número dois dos Bolsonaros”, mostrando lealdade ao bolsonarismo, ou aqueles que já criticavam o governo de Jair Bolsonaro (PL).
“Eu sempre fui muito reto com os Bolsonaros,e essa é outra estratégia, que não é bem uma estratégia, é uma questão valorativa. Eu acho o Bolsonaro um péssimo presidente e um líder ruim. E essa é a minha questão com ele. E eu denunciava isso quando o Bolsonaro era muito popular, enquanto era presidente da República. Não é o mesmo que eles fizeram”, afirmou.
Santos acredita que o seu crescimento nas pesquisas não se deve a uma possível saída de Flávio Bolsonaro das eleições. O fundador do MBL explica que o aumento se deve à conversão eleitoral, e que isso é apontado em pesquisas eleitorais, como a Nexus, que ele converte tanto eleitores do Lula como do Bolsonaro.
“Se eu colocasse a cabeça do Flávio Bolsonaro e mostrasse o que eu falo para o eleitor bolsonarista, ou, por vezes, a cabeça do Lula com o que eu falo para o eleitor lulista, ele fala: ‘Concordo com ele’", disse o pré-candidato.
Veja a entrevista completa:
*Estagiário sob supervisão de Victor Correia
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