
O deputado Mario Frias (PL-SP) foi aos Estados Unidos (EUA) sem autorização do presidente da Câmara dos Deputados Hugo Motta (Republicanos-PB). Segundo apuração do Correio, o pedido não foi despachado e, portanto, Motta não chegou a dar o aval ou negar a solicitação. Fontes ouvidas pela reportagem ressaltaram que o pedido de autorização é regra para que parlamentares possam cumprir agenda oficial fora do país.
Em nota, a Câmara dos Deputados afirmou que Frias cumpre agenda em Dallas, no Texas (USA), sem ônus ao Legislativo. De acordo com fontes ligadas ao senador, e pré-candidato à presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o deputado também se encontrou com Eduardo Bolsonaro para articular o possível encontro de Flávio com o presidente norte-americano Donald Trump. A assessoria de Frias nega e informou que o parlamentar viajou para participar de um evento de segurança pública.
Mais cedo, por meio das redes sociais, Mario Frias afirmou que soube do pedido do Supremo para que a Câmara esclarecesse sua ida aos Estados Unidos. Na publicação, o parlamentar frisou que a agenda fora do Brasil era de conhecimento de Motta. “Chegarei ao Brasil dia 25 de maio, desde ja me colocando a disposição de Vossa Excelência, para inclusive um encontro ao vivo, ocasião em que será uma otima oportunidade para prestar todos os esclarecimentos que desejar”, escreveu.
O Art. 228 do Regimento Interno da Câmara dos Deputados diz que “para afastar-se do território nacional, o Deputado deverá dar prévia ciência à Câmara, por intermédio da Presidência, indicando a natureza do afastamento e sua duração estimada”.
O esclarecimento acerca da viagem do deputado do PL foi solicitado por Flávio Dino e, de acordo com a Corte, deve conter informações sobre a duração da viagem, os custos e o documento de autorização de viagem oficial assinado pelo presidente da Câmara Hugo Motta (Republicanos-PB).
O Correio ainda apurou que Motta prepara uma resposta ao ministro Flávio Dino, de acordo com o que foi solicitado.

Política
Política
Política