
A quatro meses das eleições, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) apela para que candidatas e candidatos assumam um compromisso público para proteger as crianças no Brasil. A agência defende que o investimento na infância e na adolescência é fundamental para o desenvolvimento do país.
Apesar de o Brasil ter avançado na garantia do acesso à saúde e educação, o país enfrenta números alarmantes de violência contra meninas e meninos. Esse problema, que tem se agravado ao longo de décadas, acontece tanto dentro quanto fora de casa.
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Os índices de violência sexual, física e maus-tratos são altos, ocorrendo principalmente no ambiente doméstico e afetando crianças já na primeira infância, de zero a seis anos. Além disso, cerca de 5 mil crianças e adolescentes são assassinados anualmente no país.
Meninos negros são a maioria dessas vítimas fatais, que costumam ocorrer fora de casa, em contextos de violência armada, criminalidade ou intervenções de forças de segurança. Segundo o UNICEF, essas violências comprometem o desenvolvimento sadio e geram impactos duradouros para as vítimas e toda a sociedade.
O que o UNICEF propõe
A agência defende que as candidaturas à Presidência e aos Governos Estaduais se comprometam publicamente com três eixos principais:
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Enfrentar a violência doméstica: criar políticas de apoio às famílias que promovam a parentalidade protetiva, o fortalecimento de vínculos e o cuidado responsivo.
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Combater a violência extrema e o racismo: focar na proteção contra a violência que atinge especialmente meninos negros de periferia, além de combater a violência de gênero e a misoginia.
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Garantir recursos públicos: assegurar a transparência e a responsabilidade no uso do dinheiro destinado a crianças, priorizando investimentos baseados em evidências.
Presente no Brasil há mais de 75 anos, o UNICEF trabalha junto ao poder público, setor privado e sociedade civil. O objetivo é garantir que cada criança e adolescente tenha saúde, educação, proteção, um meio ambiente seguro e acesso a políticas sociais.
A atuação tem um olhar específico para a primeira infância e para as adolescências, priorizando a proteção dos direitos de populações mais vulneráveis, como meninas, pessoas negras e indígenas, pessoas com deficiência, migrantes e refugiados.
Em seu site, o UNICEF apresenta detalhes sobre os três compromissos, com sugestões práticas que podem ser integradas aos planos de governo. Joaquin Gonzalez-Aleman, representante da agência no Brasil, reiterou a missão de contribuir para que cada criança viva protegida e tenha seus direitos assegurados.
Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.
