BRB

Izalci cobra apuração "aprofundada" de esquema de descontos ilegais na folha

Senador afirmou ainda que investigação envolvendo BRB, Secretaria de Economia, Iprev-DF e PicPay reforça alertas apresentados por ele no Congresso sobre possíveis irregularidades em operações com servidores do Distrito Federal

Em março, o senador do DF questionou a autorização concedida ao PicPay para atuar na antecipação salarial dos servidores  -  (crédito: Andressa Anholete/Agência Senado)
Em março, o senador do DF questionou a autorização concedida ao PicPay para atuar na antecipação salarial dos servidores - (crédito: Andressa Anholete/Agência Senado)

O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) deflagrou, nesta sexta-feira (19/6), a Operação Juros Zero para investigar suspeitas de fraudes relacionadas a descontos em contracheques de servidores públicos do Distrito Federal. A ação tem como alvos o Banco de Brasília (BRB), a Secretaria de Economia do DF, o Instituto de Previdência dos Servidores do DF (Iprev-DF) e o PicPay.

O senador Izalci Lucas (PL-DF) afirmou que a operação representa um desdobramento de denúncias feitas por ele em março deste ano. Na ocasião, o parlamentar questionou a autorização concedida ao PicPay para atuar na antecipação salarial dos servidores e apontou indícios de descontos considerados irregulares. Segundo Izalci, a investigação do MPDFT reforça a necessidade de apuração aprofundada do caso.

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Em pronunciamentos no Senado, o parlamentar também chamou atenção para o fato de o PicPay, empresa ligada ao grupo J&F, ter sido a única credenciada para oferecer o serviço. Izalci mencionou ainda supostas conexões entre integrantes do Governo do Distrito Federal, o grupo empresarial e o escritório de advocacia do ex-governador Ibaneis Rocha (MDB), citando uma transferência de R$ 1 milhão realizada pela J&F dias após o cadastramento da empresa junto ao governo local.

O senador também relembrou denúncias envolvendo a compra de um imóvel de R$ 9,2 milhões pelo filho de Ibaneis Rocha, em operação financiada pelo BRB. Segundo ele, o imóvel pertenceria ao empresário Joesley Batista, controlador da J&F. "Não existe coincidência", afirmou Izalci, ao sustentar que os fatos precisam ser investigados pelas autoridades competentes.

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postado em 19/06/2026 11:54 / atualizado em 19/06/2026 11:55
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