O presidente Luiz Inácio Lula da Silva ligou, nesta terça-feira (2/6), o que chamou de “os meninos de Bolsonaro” à decisão dos Estados Unidos de taxar os produtos brasileiros em 25%. O petista lembrou que no ano passado, quando o presidente Donald Trump decidiu aplicar a primeira taxação, o senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), agradeceu ao republicano em suas redes.
“Olha o que ele tuitou: ‘Obrigada, Trump. Faça o Brasil livre de novo, queremos o Magnitsky.’ A lei pune os brasileiros, que sequestra o dinheiro dos brasileiros que possam ter qualquer coisa nos EUA, inclusive o Alexandre de Moraes, que foi o ministro [do Supremo Tribunal Federal] que condenou o [Jair] Bolsonaro. (...) O outro filho dele [Bolsonaro] também agradeceu ao presidente Trump: ‘Vamos em rumo à lei Magnitsky’, Eduardo Bolsonaro criticando o Brasil e parabenizando o Trump pela taxação ”, recordou Lula.
O presidente pontuou ainda, durante agenda em Catalão (GO), que por não possuir navios, bomba atômica ou poderio militar para “fazer as guerras que Trump gosta de fazer”, escreveu artigos na imprensa internacional e enviou cartas ao governo americano, “dizendo que eles estavam mentindo”.
“Os Estados Unidos não tinham deficit com o Brasil. O superavit americano com o Brasil nos últimos 15 anos ultrapassa US$ 415 bilhões. Então, quem tinha que aumentar taxação éramos nós e não eles”, avaliou.
Recentemente, tanto Lula quanto Flávio tiveram encontros com Trump. O senador, que esteve na Casa Branca na semana passada, afirmou que pediu para que o Brasil não tivesse tarifas aplicadas. Por outro lado, o saldo da visita acabou negativo para o Planalto, uma vez que os EUA declararam recentemente, pós-encontro, que o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) seriam organizações terroristas.
