O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) voltou a descartar, nesta terça-feira (2/6), a possibilidade de compor, como vice, uma chapa liderada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ou pelo ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD), e reforçou que pretende manter sua campanha presidencial até o fim do primeiro turno das eleições de 2026.
A declaração foi dada em coletiva de imprensa durante a Megaleite, em Belo Horizonte, após agenda conjunta com Flávio Bolsonaro e Caiado, ambos pré-candidatos ao Palácio do Planalto.
Saiba Mais
-
Política Rollemberg cobra que ex-presidente do BRB entregue envolvidos em fraude
-
Política "Mais uma vez, família Bolsonaro faz movimento contra Pix", diz Durigan
-
Política "Sempre que o diálogo avança, sabotadores agem", diz Alckmin sobre EUA
-
Política Governo brasileiro reage à conclusão preliminar dos EUA: "Não há justificativa"
-
Política Boulos acusa família Bolsonaro de agir contra interesses do Brasil
-
Política TSE julga recurso sobre Cláudio Castro que pode mudar sucessão no Rio
Ao comentar a relação entre os nomes da direita, Zema afirmou que divergências são naturais no campo político, mas defendeu unidade em uma eventual segundo turno da disputa presidencial.
“Eu, Caiado e Flávio vamos estar nós três juntos no segundo turno contra o PT. Então, a direita no Brasil, como aconteceu no Chile, está concorrendo e no segundo turno nós estaremos juntos. Essa divergência é comum dentro de partido e entre partidos mais ainda”, afirmou.
Questionado sobre a possibilidade de uma composição de chapa após a reaproximação com Flávio Bolsonaro, Zema evitou sinalizar alianças para o primeiro turno e reiterou que seguirá como pré-candidato.
“Como eu falei, no segundo turno nós estaremos todos juntos e, dependendo dos acontecimentos, as conversas sempre estão ocorrendo entre os líderes dos partidos, mas a direita estará unida no segundo turno. Isso é certeza. Eu vou levar a minha pré-campanha e campanha até o final e respeito o senador (Flávio Bolsonaro), respeito Caiado da mesma forma”, declarou.
A agenda marcou o primeiro encontro público entre Zema e Flávio Bolsonaro após o desgaste provocado pela divulgação de áudios de uma conversa entre o senador e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, preso por suspeita de fraudes bilionárias, em que pedia R$ 134 milhões a Vorcaro para financiar um filme sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Na ocasião, Zema publicou um vídeo nas redes sociais criticando a postura do parlamentar.
“Flávio Bolsonaro, ouvir você cobrando dinheiro do Vorcaro é imperdoável. É um tapa na cara dos brasileiros de bem”, disse Zema, em vídeo publicado nas redes sociais.
O episódio causou incômodo entre integrantes da família Bolsonaro e do PL. Depois da manifestação de Zema, Flávio afirmou que tentou contato com o ex-governador, mas que suas ligações não foram atendidas. Integrantes da campanha de Zema avaliaram que a postura poderia aproximar eleitores ligados ao bolsonarismo, enquanto setores do Novo defenderam um recuo.
Na semana passada, Zema publicou um vídeo reforçando a necessidade de união da direita em um eventual segundo turno presidencial.
