O presidente Luiz Inácio Lula da Silva rebateu, nesta quarta-feira (3/6), declarações feitas por Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, sobre segurança pública, relações com os Estados Unidos e a atuação do governo federal no combate ao crime organizado. As críticas foram feitas durante a abertura da reunião ministerial realizada no Palácio do Planalto.
Lula, que não citou nominalmente Flávio, comentou afirmações do adversário político de que, em poucos dias de pré-campanha, teria feito mais pela segurança pública do que os governos petistas em duas décadas. O presidente também respondeu às declarações relacionadas ao Primeiro Comando da Capital (PCC) e ao Comando Vermelho (CV), além das acusações de que o governo brasileiro teria atuado para favorecer as organizações criminosas.
Durante a fala, o presidente contestou a narrativa apresentada pelo filho de Jair Bolsonaro sobre a classificação das facções criminosas pelo governo dos Estados Unidos e sobre uma suposta articulação internacional envolvendo países das Américas para o enfrentamento do crime organizado.
Lula também rebateu as críticas referentes à política comercial entre Brasil e Estados Unidos. O adversário havia atribuído ao governo federal a possibilidade de novas tarifas sobre produtos e empresas brasileiras e afirmado que pretende solicitar diretamente às autoridades norte-americanas que não adotem medidas contra o Brasil.
O líder petista contestou as declarações e criticou a tentativa do pré-candidato de se apresentar como interlocutor junto ao governo norte-americano antes mesmo das eleições de 2026. O chefe do Executivo também reagiu às acusações sobre a condução da política externa brasileira e sobre o relacionamento do país com os Estados Unidos.
Ao longo da manifestação, o presidente respondeu ainda a ataques pessoais feitos pelo adversário e às críticas sobre seu governo. Lula classificou as declarações como parte da disputa política antecipada em torno das eleições presidenciais de 2026 e reforçou a defesa das ações de sua gestão nas áreas de segurança pública e relações internacionais.
