O pré-candidato à Presidência da República Ronaldo Caiado (PSD) afirmou nesta quinta-feira (4/6) que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não participou da Marcha para Jesus, realizada em São Paulo durante o feriado de Corpus Christi, por temer uma reação negativa do público presente. Segundo o ex-governador de Goiás, a ausência do petista demonstra uma suposta incompatibilidade entre o presidente e os participantes do evento religioso.
Durante conversa com jornalistas, Caiado contestou a justificativa apresentada por Lula, que mais cedo declarou ter optado por não comparecer à celebração para evitar interpretações de uso político da manifestação religiosa. Para o pré-candidato, o motivo seria outro. “Se viesse aqui hoje, seria duramente vaiado”, afirmou, ao sustentar que o presidente não teria condições de enfrentar a opinião pública em eventos dessa natureza.
A Marcha para Jesus reuniu lideranças políticas de diferentes espectros, entre elas o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e o advogado-geral da União, Jorge Messias. O evento é considerado uma das maiores manifestações públicas do segmento evangélico no país e costuma atrair representantes dos Poderes Executivo e Legislativo.
Além das críticas à ausência de Lula, Caiado direcionou ataques ao governo federal. O ex-governador acusou o presidente de utilizar a estrutura da administração pública para fortalecer sua posição política com vistas às eleições de 2026. Segundo ele, medidas adotadas pelo governo teriam caráter eleitoral e estariam prejudicando a economia brasileira.
O pré-candidato também comentou as articulações em curso entre lideranças da centro-direita. Ao citar conversas com o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), Caiado defendeu a construção de uma frente unificada capaz de chegar fortalecida ao segundo turno da disputa presidencial. Para ele, o objetivo principal deve ser reunir forças para enfrentar o atual presidente.
Ao tratar da definição de um nome para representar o campo oposicionista, Caiado afirmou que eventuais dúvidas ou questionamentos envolvendo pré-candidatos precisam ser esclarecidos antes da campanha ganhar força. Segundo ele, a existência de conflitos internos ou pendências não resolvidas pode comprometer a unidade da centro-direita e dificultar a formação de uma coalizão sólida para a disputa presidencial.
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