REAÇÃO

CEO da AtlasIntel rebate TSE e diz que instituto sairá mais forte

Andrei Roman classificou suspensão de pesquisa sobre Flávio Bolsonaro como "ataque injusto" e relembrou histórico global da empresa. Decisão foi tomada pelo ministro Nunes Marques

O CEO do Instituto AtlasIntel, Andrei Roman, afirmou nesta segunda-feira (8/6) que o instituto continuará a se consolidar globalmente, apesar da decisão do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, de suspender a divulgação de um levantamento que indicava queda nas intenções de voto do senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

“Ao longo do tempo, muitos tentaram atacar a reputação da AtlasIntel quando os resultados não convinham. Quando mostramos Bolsonaro e Trump fortes em 2022, fomos atacados pela esquerda. Quando antecipamos a derrota de Orbán na Hungria, fomos atacados pela direita”, escreveu em seu perfil no X (antigo Twitter).

Roman argumentou que a reputação da empresa é construída através de “trabalho árduo”, e mencionou o histórico do instituto para rechaçar as acusações de manipulação. Ele sustenta que não existe outra empresa de pesquisa em nível global com a trajetória da AtlasIntel, e que a entidade sairá mais forte deste episódio.

“A reputação se constrói lentamente, a partir de um trabalho árduo. (...) Depois de cada ataque injusto, a AtlasIntel se consolidou mais e é justamente isso que vai continuar acontecendo”, destacou.

A pesquisa em questão foi veiculada originalmente em 19 de maio. O levantamento foi publicado em um momento de desgaste para o senador, logo após a divulgação de conversas sobre pedidos de financiamento para a produção do filme Dark Horse, uma cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

A liminar de Nunes Marques é parcial e determina a suspensão imediata da divulgação, impulsionamento ou manutenção dos dados nos canais oficiais da empresa, até que a regularidade metodológica seja devidamente verificada. O ministro ressaltou que a medida visa evitar danos caso se comprove que a pesquisa extrapolou os limites da “regular aferição estatística”.

Contextualização

O presidente do TSE atendeu a um pedido do Partido Libertal (PL). A decisão liminar se baseou em indícios de comprometimento metodológico. Ele diz ter identificado o uso de um questionário que poderia induzir o entrevistado, devido à ordem sequencial das perguntas e ao uso de expressões com carga valorativa negativa.

A pesquisa utilizou áudios de uma investigação envolvendo Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, o que, na visão do Tribunal, pode ter “contaminado” os resultados.

O TSE analisou outras 27 pesquisas anteriores da AtlasIntel e constatou que elas não apresentavam questionários com teor semelhante ou uso de áudios, o que reforçou a suspeita de uma exceção metodológica neste caso específico.

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