O ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom), Sidônio Palmeira, afirmou nesta quarta-feira (10/6) que nem ele nem o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) estão preocupados com os resultados das pesquisas eleitorais. A declaração foi dada após a divulgação do levantamento Genial/Quaest que aponta vantagem de Lula sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em um cenário de segundo turno.
Segundo o ministro, as pesquisas servem como indicador do momento atual e apontam tendências, mas não permitem antecipar o que ocorrerá no processo eleitoral. Sidônio Palmeira ressaltou que a prioridade do presidente continua voltada à administração federal e à execução de políticas públicas voltadas ao bem-estar do povo brasileiro.
“Eu não tenho preocupação com pesquisa, nem o presidente. É natural que a gente se preocupe, mas hoje não é o momento para isso. O presidente está focado no governo e nas ações governamentais até o período de defeso, em 4 de julho. Posteriormente, ele passa a ser candidato; aí sim, nós discutiremos isso. Agora, o que interessa é o governo”, declarou.
Durante conversa com jornalistas antes da reunião do Conselhão, no Palácio Itamaraty, Palmeira citou temas que considera prioritários para os próximos meses, entre eles a defesa da soberania nacional, a participação de Lula na reunião do G7 e o programa Desenrola. Para o ministro, o governo deve manter o foco nas ações e nos resultados entregues à população.
“Sou muito tranquilo em relação a pesquisas; elas são retratos do momento e indicam tendências. Atualmente, o retrato e a tendência são positivos. No entanto, ninguém pode prever exatamente o que acontecerá ou quais fatos surgirão. Previsão é algo perigoso; nosso trabalho é focar nas entregas”.
Ao comentar dados da pesquisa relacionados ao patriotismo, Palmeira afirmou que o resultado demonstra uma mudança na narrativa política em torno do tema. Ele também ressaltou que o desempenho de um governo não depende apenas da comunicação institucional, mas da combinação entre políticas públicas, gestão e estratégia de comunicação.
O ministro ainda manifestou preocupação com o crescimento de movimentos de extrema-direita em diversos países e associou o fenômeno à disseminação de desinformação e ao cenário de insatisfação social observado em diferentes partes do mundo.
“Existe uma preocupação com o cenário mundial e o avanço da extrema-direita, que frequentemente utiliza fake news, mentiras e ódio para atrapalhar. A extrema-direita cresceu no mundo em 1933, com o nazifascismo, devido à crise de 1929. Ela some do mapa e retorna apenas com o advento das contradições e da insatisfação. Se observarmos diversos países, e não apenas o Brasil, nota-se uma insatisfação com este modelo de sociedade”, alertou.
