O ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) ampliou a ofensiva política em torno do tarifaço imposto pelo governo de Donald Trump sobre produtos brasileiros. Em vídeo publicado nas redes sociais, nesta terça-feira (23/6), ele acusou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva de não atuar para evitar a tarifa por cálculo político.
“O Lula quer que você, brasileiro, se exploda e ele seja reeleito”, afirmou. “Ele acha que comprando uma briga com o Trump, vai melhorar o seu número eleitoral. Por mais que seja você, brasileiro, quem vai pagar essa conta”, disse.
Ele também afirmou que o irmão, o pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ), deve participar de uma audiência pública do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), marcada para 6 de julho, em Washington, para tratar do tema.
O Palácio do Planalto não enviará representantes para a audiência. A orientação do governo é não participar do encontro e manter a aposta em negociações diretas por meio de canais diplomáticos com a administração norte-americana.
Flávio Bolsonaro se inscreveu para discursar no encontro. No documento enviado ao USTR, o senador solicitou cinco minutos de fala — tempo padrão destinado aos inscritos — e afirmou que pretende se posicionar contra as tarifas e defender o sistema de pagamentos brasileiro Pix de possíveis medidas dos Estados Unidos.
Eduardo Bolsonaro, que foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em 16 de junho a quatro anos e dois meses de prisão por coação no curso do processo, segue nos Estados Unidos e tem usado suas redes sociais para reforçar a articulação política no exterior. Nesta terça-feira, ele publicou fotos ao lado de senadores norte-americanos em seu perfil no X.
O parlamentar foi acusado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) de atuar para incentivar sanções do governo dos Estados Unidos contra autoridades brasileiras e contra a economia nacional.
A possibilidade de uma nova sobretaxa de 25% ganhou força após uma série de articulações do clã Bolsonaro em Washington. Agora, o grupo tenta neutralizar possíveis impactos políticos sobre a popularidade eleitoral de Flávio.
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