
A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro confirmou que todos os questionamentos sobre o caso da arma apreendida em uma blitz policial na capital foram respondidos durante o depoimento prestado nesta terça-feira (23/06). Segundo o advogado Paulo Cunha Bueno, o armamento pertencia ao ex-chefe do Executivo e está devidamente registrado.
"Tendo em vista que não houve determinação de cancelamento de seu registro e entrega da arma, a mesma deveria, de fato, estar em seu endereço residencial, onde hodiernamente se encontra custodiada", afirmou.
Acompanhei, na tarde de hoje, o Presidente Bolsonaro em seu depoimento sobre o episódio que envolveu o encontro de uma arma de fogo, registrada em seu nome, em posse de um de seus seguranças, durante blitz policial.
— Paulo Cunha Bueno (@paulocunhabueno) June 23, 2026
O Presidente esclareceu todas as questões à guisa da resposta…
Além disso, o advogado confirmou que o ex-presidente teria percebido um defeito na arma e solicitado a um de seus seguranças, um "sargento do Exército com expertise na manutenção daquele modelo", que verificasse a suposta falha.
"Em momento algum houve intuito de descumprir qualquer determinação legal, sendo certo que se trata de episódio criminalmente acromático", acrescentou.
A defesa também afirmou esperar que o inquérito seja arquivado pela Polícia Civil do Distrito Federal.
Relembre
Uma pistola registrada no nome do ex-chefe do Executivo foi apreendida durante uma abordagem policial em Taguatinga, no Distrito Federal, às 23h30 de segunda-feira (15/06). Um veículo Honda Civic foi parado em um ponto de bloqueio policial. No interior do veículo, os policiais também localizaram um carregador sobressalente de uma pistola Glock 9 milímetros.
À polícia, motorista se identificou como servidor do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) e afirmou que a arma pertencia ao ex-presidente. Ainda de acordo com o militar, o armamento lhe foi entregue para ele para conserto, com previsão de devolução à casa de Bolsonaro no dia seguinte.
