JUDICIÁRIO

PGR rejeita proposta de delação premiada de ex-presidente do BRB

Executivo está preso desde 16 de abril, quando foi detido durante a quarta fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal (PF)

A Procuradoria-Geral da República (PGR) rejeitou, nesta quinta-feira (25), a proposta de acordo de delação premiada apresentada pelo ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa. 

O executivo está preso desde 16 de abril, quando foi detido durante a quarta fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal (PF). As investigações apuram suspeitas de que Costa teria descumprido práticas de governança ao permitir operações financeiras sem lastro envolvendo o Banco Master.

Segundo os investigadores, Paulo Henrique Costa também é suspeito de ter recebido pelo menos seis imóveis avaliados em R$ 146 milhões do empresário Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master. Em troca, ele teria facilitado o esquema investigado pela Polícia Federal. Dois dos imóveis estão localizados em Brasília.

Paulo Henrique Costa torna-se o segundo investigado no caso a ter uma proposta de colaboração premiada rejeitada pela PGR. órgão negou o acordo solicitado pela defesa de Daniel Vorcaro  em 15 de junho, acompanhando a Polícia Federal.

O ex-dono do banco Master foi transferido para o 19º Batalhão da Polícia Militar, conhecido como Papudinha, nesta quinta-feira, após decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça. O magistrado ainda negou o pedido da defesa para converter a prisão preventiva em prisão domiciliar.

Sobre o executivo

Paulo Henrique Costa presidiu o Banco de Brasília entre 2019 e 2025. Indicado ao cargo pelo então governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), comandou a expansão digital da instituição e participou de negociações estratégicas durante sua gestão.

Administrador de empresas com especializações na área financeira no exterior, Costa acumulava mais de duas décadas de atuação no mercado financeiro. Antes de assumir a presidência do BRB, trabalhou na Caixa Econômica Federal desde 2001, onde ocupou o cargo de vice-presidente de Clientes, Negócios e Transformação Digital.

De acordo com os autos da Operação Compliance Zero, o ex-presidente do BRB defendia a aquisição do Banco Master como alternativa para enfrentar a crise financeira da instituição privada. As circunstâncias dessa negociação também fazem parte das apurações conduzidas pela Polícia Federal.

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