ELEIÇÕES 2026

Cleitinho será candidato em Minas, diz presidente do Republicanos

O senador diz que não é direita, nem esquerda, não é candidato de Bolsonaro, nem de Lula, nem de ninguém. É candidato do povo

O Republicanos de Minas pretende lançar uma chapa pura, encabeçada por Cleitinho com o vice Luís Eduardo Falcão (Republicanos), ex-prefeito de Patos de Minas e ex-presidente da Associação Mineira de Municípios -  (crédito:  Marcos Oliveira/Agência Senado)
O Republicanos de Minas pretende lançar uma chapa pura, encabeçada por Cleitinho com o vice Luís Eduardo Falcão (Republicanos), ex-prefeito de Patos de Minas e ex-presidente da Associação Mineira de Municípios - (crédito: Marcos Oliveira/Agência Senado)

O senador Cleitinho (Republicanos) será candidato ao governo de Minas, mas vai anunciar o seu posicionamento após a Copa do Mundo, véspera das convenções. O Republicanos de Minas pretende lançar uma chapa pura, encabeçada por Cleitinho com o vice Luís Eduardo Falcão (Republicanos), ex-prefeito de Patos de Minas e ex-presidente da Associação Mineira de Municípios. Cleitinho caminha para concorrer, em cenário que Falcão avalia como “sem possibilidade de recuo”, considerando não apenas o seu desempenho nas pesquisas de intenção de voto, mas, também, pelo fato de estar sendo cobrado por seus apoiadores. O futuro “vice” da chapa está organizando a estrutura de comunicação da campanha.

Se para o presidente estadual do Republicanos, deputado federal Euclydes Pettersen, a definição pela candidatura de Cleitinho tem baixa chance de ser alterada, a dúvida está em eventual composição com o PL. As conversas com a legenda do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, se iniciaram, houve manifestação explícita de interesse em 3 de junho, durante a passagem de Flávio por Minas. Mas, apesar da grande expectativa gerada no grupo de parlamentares liberais que lideravam a frente “pró-Cleitinho”, o senador mineiro evitou se posicionar e anunciou a chapa pura, contrariando a demanda do PL para indicar o vice.

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Se tal composição com o PL se consolidar, contudo, a candidatura de Cleitinho não será uma “caixa de ressonância” das pautas bolsonaristas, avalia Euclydes Pettersen. “A linha de Cleitinho é Cleitinho. Ele não é direita, nem esquerda, não é candidato do Bolsonaro, nem do Lula, nem de ninguém. É candidato do povo”, avisa o presidente estadual do Republicanos. No PL, há quem avalie que essa independência de Cleitinho, que conversa com o eleitorado popular fora da bolha bolsonarista seja, não um problema, mas uma qualidade. Além do PL, segundo Euclydes Pettersen, Cleitinho trabalha para ampliar alianças em conversas que estão acontecendo com a Federação União-Progressista. “Estamos dialogando com Marcelo Aro (PP) e com Antonio Rueda (presidente nacional do União)”, afirma Euclydes.

No PL de Minas, enquanto os gestos que definem o compromisso não se solidificam dos dois lados, a fila anda. Próximo ao ex-prefeito de Betim Vittorio Medioli, o deputado estadual Cristiano Caporezzo (PL) – que integra o núcleo bolsonarista “raiz”, ligado a Eduardo Bolsonaro – abraçou a possibilidade da pré-candidatura Medioli. Levou o nome dele para Flávio Bolsonaro. Ao mesmo tempo, no PL, o grupo ligado ao deputado federal Nikolas Ferreira (PL) – que em princípio trabalhou para uma composição com o PSD do governador Mateus Simões – investe em Flávio Roscoe, presidente licenciado da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg). Seja com Vittorio Medioli ou com Flávio Roscoe, a legenda de Flávio Bolsonaro tem opções em Minas, que independem do senador Cleitinho.

 

 

Na hipótese de uma candidatura de Cleitinho, apoiada pelo PL, o Republicanos indicaria a cabeça e o vice, o PL, o deputado federal Domingos Sávio para o Senado. A segunda vaga do Senado ficaria aberta para eventual acerto com a Federação União-Progressista. Se as conversas caminharem para que PL e Republicanos lancem candidaturas independentes ao governo de Minas, haveria uma reconfiguração nas duas chapas das indicações ao Senado.

Posse

O desembargador Vicente Oliveira Silva toma posse na presidência do Tribunal de Justiça de Minas Gerais para o biênio 2026-2028, nesta quarta-feira, no Palácio das Artes, em substituição ao desembargador Luiz Carlos Corrêa Júnior, de quem teve apoio no processo eleitoral interno. A solenidade também marcará a posse do desembargador Márcio Idalmo Santos Miranda na 1ª vice-presidência, do desembargador Manoel dos Reis Morais na 2ª vice-presidência, da desembargadora Shirley Fenzi Bertão na 3ª vice-presidência, do desembargador Raimundo Messias Júnior na corregedoria-geral de Justiça e do desembargador Leopoldo Mameluque na vice-corregedoria-geral de Justiça. A cerimônia também dará posse aos novos integrantes do Órgão Especial e do Conselho da Magistratura, que terão papel importante nas decisões administrativas e jurisdicionais do Judiciário mineiro durante o biênio 2026-2028.


Ao pé do ouvido

O ex-prefeito de Belo Horizonte Patrus Ananias (PT) lança a sua pré-candidatura à Câmara dos Deputados neste sábado, 4, no Barzenho Gastrobar, na Lagoinha. O parlamentar vai ouvir apoiadores, no que está chamando de “Arraiá da escuta”.


Igualdade racial

A primeira Casa da Igualdade Racial do Estado foi inaugurada nesta terça-feira, 30, em Itabira. Participaram da cerimônia a ministra da Igualdade Racial, Rachel Barros; a deputada federal Dandara (PT), única parlamentar negra eleita por Minas; o prefeito de Itabira, Marco Antônio Lage (PSB); o secretário de Gestão do Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial (Senapir), Clédisson Júnior; e o presidente da Câmara Municipal de Itabira, Carlin Filho (Solidariedade). A segunda Casa da Igualdade Racial será inaugurada em Contagem. “Somos o estado com a segunda maior população negra do país, por isso é tão importante essa estrutura permanente de enfrentamento ao racismo, promoção de direitos e fortalecimento da população negra no país”, considera Dandara.


Trabalho infantil

Embora Minas Gerais tenha sido o que mais afastou crianças e adolescentes do trabalho infantil no Brasil, ocupa o terceiro lugar no ranking das piores formas de trabalho infantil em seu território, que inclui narcotráfico, exploração sexual e formas de trabalho insalubres ou degradantes. A avaliação é de José Tadeu Lima, representante do Ministério do Trabalho e Emprego, que participou de audiência pública da Comissão de Participação Popular da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, nessa terça-feira (30). Até maio de 2026, 255 crianças foram afastadas do trabalho. Dados apresentados por representante do Ministério do Trabalho e Emprego mostram que, entre 2022 e 2023, Minas Gerais reduziu o trabalho infantil em 22%.

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BM
postado em 01/07/2026 11:31 / atualizado em 01/07/2026 11:31
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