Partido Liberal

Valdemar descarta sucessora para Michelle no comando do PL Mulher

Presidente do PL afirma que nenhuma integrante da legenda reúne as mesmas características da ex-primeira-dama, e admite até extinguir a direção nacional do núcleo feminino

"Nós não temos ninguém à altura da Michelle", afirmou Costa Neto ao comentar sobre uma possível substituta para presidir o PL Mulher - (crédito: Beto Barata/ PL)

A saída da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro da presidência nacional do PL Mulher continua produzindo reflexos dentro do Partido Liberal. O presidente nacional da legenda, Valdemar Costa Neto, afirmou que não pretende escolher uma substituta, e admitiu até mesmo extinguir a direção nacional do segmento feminino da sigla.

A declaração foi dada nesta quarta-feira (8/7) após um almoço promovido pela Frente Parlamentar pelo Brasil Competitivo (FPBC), em parceria com outras frentes parlamentares, em Brasília.
Segundo Valdemar, Michelle ocupa uma posição singular dentro do partido, e nenhuma outra integrante da legenda reúne, neste momento, as mesmas características para assumir o posto.
“Sem querer desmerecer as mulheres do nosso partido — aliás, são muito melhores do que os homens — nós não temos ninguém à altura da Michelle. A Michelle tem um poder muito grande de comunicação, fala bem, tem imagem boa e é dedicada”, afirmou.
A avaliação reforça o peso político conquistado pela ex-primeira-dama desde que assumiu o comando do PL Mulher, em 2023. Durante sua gestão, Michelle ampliou a presença do núcleo feminino em diversos estados, participou de agendas partidárias pelo país e se consolidou como uma das principais vozes do campo conservador, especialmente entre mulheres e evangélicos.

"Sabe como é mulher, né?”

Questionado sobre a possibilidade de nomes como as deputadas federais Bia Kicis (PL-DF), Caroline de Toni (PL-SC) ou Júlia Zanatta (PL-SC) assumirem a presidência do segmento, Valdemar reconheceu que o partido possui quadros femininos com projeção nacional, mas indicou resistência à escolha de uma sucessora.
“Nomes nós temos, mas você já imaginou? Se a gente colocar uma, você sabe como é mulher, né?”, disse.
Nos bastidores, a avaliação de dirigentes da legenda é que a popularidade e a capacidade de mobilização de Michelle tornaram difícil qualquer processo de sucessão no PL Mulher. A ex-primeira-dama passou a ser vista por aliados como uma liderança que “extrapola as estruturas” partidárias e dialoga diretamente com a base conservadora.

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postado em 09/07/2026 16:00
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