
A deputada federal e ex-ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva (Rede), usou as redes sociais, neste domingo (12/7), para falar sobre a decisão de se candidatar ao Senado por São Paulo.
Em vídeo publicado no X, Marina compara o clima político atual ao das eleições de 2022. Segundo ela, o momento é de defesa da soberania nacional.
“Agora, mais do que nunca, a gente precisa de todo mundo”, diz. “Se em 2022 a gente fez uma frente ampla para salvar a democracia, agora a gente tem que fazer uma frente ampla para estabilizar a democracia, salvar a nossa soberania e manter o que já conquistamos, ampliar o que já conquistamos e ampliar com novos desafios”.
Me perguntam: por que o Senado?
— Marina Silva (@MarinaSilva) July 12, 2026
Porque o momento pede e porque eu posso contribuir.
Em 2022, a democracia brasileira estava em risco e fizemos uma frente ampla para protegê-la. Mas hoje o desafio é ainda maior, porque não é só a democracia que está sob ameaça, é a nossa… pic.twitter.com/ZLSHmntNhJ
Sem citar nomes, a deputada faz referência à atuação do pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL) junto à administração Trump, nos Estados Unidos. “Quando você vê alguém que faz mais apologia à bandeira americana do que a bandeira brasileira, isso é um entreguismo da nossa soberania”, explica.
Ela também cita as tarifas impostas aos produtos brasileiros pelos Estados Unidos e ameaças aos recursos naturais, classificando a cooperação dos aliados do governo Trump como “subserviência política”.
Tanto Marina quanto Simone Tebet, ex-ministra do Planejamento e Orçamento, enfrentaram críticas das alas ligadas à direita após anunciarem a candidatura ao Senado.
Carioca e sem ligação com o estado de São Paulo antes de 2022, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) afirmou que nenhuma das duas começou a carreira política em São Paulo e que não seriam eleitas nos seus respectivos estados de origem.
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