
"A última semana pros políticos dizerem se são aliados ou inimigos do povo que os sustenta. Se querem mulheres vivas ou o voto dos red pills", escreveu a parlamentar - (crédito: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados)
A deputada federal Erika Hilton (PSol-SP) criticou, nesta terça-feira (14/7), a possibilidade de o Congresso Nacional entrar em recesso parlamentar sem votar o projeto que prevê o fim da escala de trabalho 6x1.
Em vídeo publicado nas redes sociais, a parlamentar acusou Câmara e Senado de deixarem de priorizar pautas que, segundo ela, são essenciais para a população, como a redução da jornada de trabalho e a criminalização da misoginia.
Na publicação, Hilton afirmou que a proposta sobre a escala 6x1 corre o risco de permanecer parada no Senado e ser adiada para depois do recesso. Segundo a deputada, o calendário legislativo e o início das articulações para as eleições de 2026 podem dificultar a análise do texto ainda neste semestre. "O povo quer descanso e quer o fim da escala 6x1", declarou.
A parlamentar também criticou a atuação dos senadores durante o período de atividades legislativas. Sem citar nomes, afirmou que houve parlamentares que participaram de eventos e atividades fora do Congresso enquanto trabalhadores continuavam submetidos a uma jornada que classificou como "desumana, cruel e obsoleta".
Para Hilton, cabe ao Legislativo garantir melhores condições de trabalho e assegurar a dignidade da população.
Criminalização da misoginia
Além da proposta sobre a jornada de trabalho, Erika Hilton cobrou a votação do projeto que criminaliza a misoginia. De acordo com a deputada, o adiamento da matéria representa uma estratégia para transferir a discussão para depois do recesso, período em que deputados e senadores estarão concentrados em agendas eleitorais nos estados.
Ela argumentou que a medida é necessária diante do aumento da violência contra mulheres e meninas no país.
Ao final da manifestação, a deputada convocou a população a pressionar o Congresso pela votação das duas propostas antes do início do recesso parlamentar. Segundo Hilton, o Parlamento tem a responsabilidade de responder tanto às demandas por melhores condições de trabalho quanto ao combate à violência de gênero, e não deve interromper os trabalhos sem deliberar sobre os temas.
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Por Alícia Bernardes
postado em 14/07/2026 14:13

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