
Pré-candidato do PSD à Presidência, o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado criticou, nesta quarta-feira (15/7), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidenciável do PL, Flávio Bolsonaro, por não apresentarem respostas sobre tarifas aplicadas à importação de produtos brasileiros.
Para Caiado, a cobrança de sobretaxa a exportações brasileiras é um "ataque ao agro". "O tarifaço vai destruir quem alimenta o Brasil. Ninguém fala sobre isso. China taxa nossa carne em 55%. UE vetou a carne brasileira. EUA vão taxar em 25%. Três ataques ao agro e zero resposta do governo, só cuidados paliativos", escreveu o pré-candidato, no X.
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A manifestação sobre as taxas adicionais impostas às exportações brasileiras ocorreu em meio à espera do governo Lula para uma possível oficialização norte-americana do tarifaço de até 37,5% a alguns produtos importados do Brasil sob a justificativa de que, na avaliação dos EUA, Brasília desrespeitava práticas na relação de comércio e corroborava a exploração de trabalho forçado.
"Flávio foi aos EUA implorar a Trump que adie o tarifaço até depois da eleição. Não pediu para cancelar, pediu para adiar. Para ele, o agro pode quebrar, desde que depois do voto", escreveu.
Já em relação às taxações de China e União Europeia, Caiado referiu-se às limitações adotadas na compra da carne brasileira.
Enquanto a China taxou a exportação de carne brasileira em 55% por, segundo Pequim, as importações do produto já terem ultrapassado uma cota anual de 1.100 milhão de toneladas anuais, a UE retirou o Brasil da lista de países autorizados a exportar carne para o bloco.
"O Brasil tem o que o mundo precisa: comida, energia limpa, minerais estratégicos. Chega de negociar de joelhos", completou o presidenciável do PSD.

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