
O partido Missão oficializou nesta segunda-feira (20/7) a candidatura do empresário e coordenador do Movimento Brasil Livre (MBL), Renan Santos, à Presidência da República nas eleições de 2026. A homologação ocorreu durante convenção partidária realizada de forma antecipada em relação ao cronograma inicialmente previsto pela legenda.
A convenção estava marcada para o dia 1º de agosto, mas foi antecipada sob a justificativa de um aumento nas ameaças direcionadas ao candidato. Com a formalização da candidatura, Renan Santos passa a ter direito de solicitar à Polícia Federal o esquema de segurança destinado aos presidenciáveis durante o período eleitoral.
Ao comentar a decisão, o candidato afirmou que a proteção da Polícia Federal deixou de representar apenas uma facilidade operacional e se tornou uma necessidade diante do cenário enfrentado. Segundo ele, a medida é fundamental para garantir sua integridade física ao longo da campanha.
Apesar da antecipação da convenção, o Missão informou que manterá o evento de lançamento oficial da campanha para o dia 1º de agosto. A expectativa da legenda é utilizar a cerimônia para apresentar as principais diretrizes do programa de governo e mobilizar apoiadores para o início da corrida eleitoral.
O esquema de segurança da Polícia Federal começou a ser disponibilizado hoje aos candidatos que tiverem suas candidaturas homologadas e fizerem a solicitação formal. Além de Renan Santos, os pré-candidatos Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD) também informaram que pretendem recorrer à proteção oferecida pela corporação.
Já o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que buscará a reeleição, continuará contando com uma estrutura compartilhada entre a Polícia Federal e o Gabinete de Segurança Institucional (GSI). O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), por sua vez, optou por manter a escolta realizada pela Polícia Legislativa do Senado, dispensando o serviço disponibilizado pela PF durante a campanha.

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