
Por meio de nota oficial, o presidente do PT nacional, Edinho Silva, afirmou, nesta quarta-feira (22/7), que o pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) adota o mesmo método e “cultura golpista do pai” ao questionar a segurança das urnas eletrônicas brasileiras.
Em evento realizado na terça-feira (21) com embaixadores, o senador bolsonarista pediu que os países enviem “a maior quantidade de observadores possíveis” para supervisionar as eleições brasileiras, em outubro. Ele também propagou fake news sobre o Brasil utilizar urnas eletrônicas da empresa venezuelana Smartmatic, fala que já foi desmentida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
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Edinho disse que o PT avalia as medidas judiciais cabíveis contra o que chamou de uma “ofensiva antidemocrática” e de um “método contra a democracia”. “Não podemos tolerar a desinformação e as fake news contra o nosso sistema de votação”, escreveu.
“Sabemos quais são as consequências dessa ofensiva antidemocrática. Como provado na investigação e, posteriormente, no julgamento, da tentativa de golpe de janeiro de 23, tentar descredibilizar as urnas é método contra a nossa democracia. E o resultado pode ser gravíssimo, como a história recente demonstrou”, afirmou.
O evento em que estava Flávio — realizado em Brasília e organizado pela agência Novo Selo Comunicação e pelo site The Brazilian Report — contava com representantes das embaixadas no Brasil de Estados Unidos, China, Israel, Alemanha e Reino Unido — além de outros 35 países.
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Também estavam presentes enviados de dois blocos: da União Europeia, que reúne 27 Estados-membros; e da Liga dos Estados Árabes, com 22 membros, incluindo Arábia Saudita, Egito e Emirados Árabes Unidos.
Vale lembrar que, em 2023, o TSE condenou Jair Bolsonaro à inelegibilidade. A decisão ocorreu em uma Ação de Investigação Eleitoral (AIJE) aberta para apurar a reunião com embaixadores, em julho de 2022, em que o então presidente colocou em dúvida a lisura das urnas eletrônicas, sem apresentar provas.

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