Eleições 2026

Nunes Marques será relator da ação do PT contra vídeo de IA de Bolsonaro

O vídeo gerado por inteligência artificial mostra o ex-presidente Jair Bolsonaro declarando apoio à candidatura do filho, Flávio, à Presidência

IA de Bolsonaro no telão: ação argumenta que o uso de conteúdo sintético para promoção eleitoral do candidato viola as regras eleitorais -  (crédito:  Reprodução/Redes Sociais)
IA de Bolsonaro no telão: ação argumenta que o uso de conteúdo sintético para promoção eleitoral do candidato viola as regras eleitorais - (crédito: Reprodução/Redes Sociais)

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Nunes Marques será o relator da ação contra o vídeo gerado por inteligência artificial em que o ex-presidente Jair Bolsonaro declara apoio à candidatura à Presidência do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A distribuição ocorreu na segunda-feira (27/7), por meio de sorteio. 

A representação foi protocolada pela Federação Brasil da Esperança — formada por PT, PCdoB e PV — no último domingo (26), um dia depois do vídeo ser exibido na convenção nacional do PL, em São Paulo, quando o nome de Flávio ao Planalto foi oficializado. 

Fique por dentro das notícias que importam para você!

SIGA O CORREIO BRAZILIENSE NOGoogle Discover IconGoogle Discover SIGA O CB NOGoogle Discover IconGoogle Discover

A ação argumenta que o uso de conteúdo sintético para promoção eleitoral do candidato viola as regras eleitorais, “por extrapolar os limites da mera divulgação de pré-candidatura e veicular conteúdo amplamente difundido destinado a promover a candidatura do segundo”. 

Além disso, a ação argumenta que o fato do vídeo ter sido anunciado antes da sua exibição demonstra, na avaliação dos autores da ação, a “anuência e a participação direta da agremiação partidária na veiculação do conteúdo, razão pela qual também deve ser responsabilizada pela irregularidade eleitoral”. 

A ação relembra que o ex-presidente encontra-se submetido às medidas cautelares em prisão domiciliar, “dentre as quais consta expressa vedação à divulgação de manifestações político-eleitorais, inclusive por intermédio de terceiros e independentemente do meio utilizado”. 

“Por fim, a ilicitude da conduta é potencializada pelo emprego de inteligência artificial generativa (deepfake), utilizada para recriar, com elevado grau de realismo, a imagem e a voz do ex-Presidente, conferindo maior autenticidade aparente, impacto emocional e poder persuasivo à mensagem eleitoral, circunstância que amplia significativamente sua aptidão para influenciar a formação da vontade do eleitor”, argumenta.

  • Google Discover Icon
postado em 28/07/2026 11:52 / atualizado em 28/07/2026 11:56
x