
Auxiliares próximos ao presidente Lula não acreditam em resultado concreto da ação na OMC, mas destacam papel diplomático - (crédito: FABIO RODRIGUES POZZEBOM/AGÊNCIA BRASIL)
Embora o governo brasileiro tenha decidido recorrer à Organização Mundial do Comércio (OMC) contra o tarifaço imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a avaliação reservada no Palácio do Planalto é de que a iniciativa tem um peso mais protocolar do que prático.
Integrantes do governo afirmam que a medida busca acionar os mecanismos institucionais disponíveis para contestar a sobretaxa e registrar formalmente a posição brasileira no sistema multilateral de comércio.
Nas coxias, a expectativa é de que a ação dificilmente produzirá efeitos concretos no curto prazo sobre a decisão americana.
Organização paralisada
A percepção se deve ao cenário enfrentado pela própria OMC. A organização, responsável por arbitrar disputas comerciais entre países-membros, vive uma crise institucional desde a década passada.
O principal entrave é a paralisação de seu Órgão de Apelação, consequência da falta de indicação de novos juízes pelos Estados Unidos, o que compromete a efetividade do sistema de solução de controvérsias.
Interlocutores do governo avaliam que o recurso à OMC cumpre, sobretudo, um papel formal e diplomático, demonstrando que o Brasil está utilizando as instâncias multilaterais previstas para contestar as medidas adotadas por Washington.
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Por Armando Holanda
postado em 28/07/2026 14:14
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