INVESTIGAÇÃO

Situação de Ibaneis no Caso Master se complica, apontam fontes

Ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, revelou para investigadores ter sido pressionado pelo ex-governador para acelerar compra do Master

As investigações do mega esquema de fraudes montado no Banco Master avançaram e complicaram a situação do governador Ibaneis Rocha, de acordo com fontes na Polícia Federal ouvidas pelo Correio. O ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, afirmou para investigadores que foi pressionado pelo ex-governador do Distrito Federal a acelerar a aquisição do banco de Daniel Vorcaro.
De acordo com fontes ligadas ao caso, Costa disse que Ibaneis fazia pressão em razão da vontade de que o negócio fosse concretizado ainda na gestão dele à frente do Poder Executivo da capital do país. O ex-governador deixou o cargo em março deste ano, para concorrer a uma vaga no Senado. No entanto, desistiu da intenção nesta quarta-feira (8), quando anunciou que não irá disputar o cargo eletivo no pleito deste ano.
As declarações de Costa estão sendo apuradas pelos investigadores, mas com base em arquivos apreendidos pela corporação no âmbito da Operação Compliance Zero. Mais de 50 gigabytes de conversas, gravações e documentos foram extraídos do celular do ex-presidente do BRB, que forneceu a senha para as equipes policiais, facilitando o acesso aos dados. 
O material colhido serve para investigações em andamento e para eventuais novas fases da operação, pois os investigadores veem necessidade de novas diligências para aprofundar as informações. 
Neste momento, Ibaneis Rocha não é alvo de indiciamento, de medidas cautelares ou ordens de quebras de sigilo ou outras ações autorizadas pelo Poder Judiciário. Mas está no foco das diligências por ter ocupado o cargo máximo do Executivo local no período em que ocorreram as fraudes envolvendo o Master e o Banco de Brasília. 

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Ibaneis Rocha foi procurado pela reportagem, mas não respondeu às tentativas de contato e aos questionamentos sobre a informação de que ele teria sido citado por Paulo Henrique Costa. O espaço segue aberto. A defesa de Paulo Henrique Costa não quis comentar.

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