ELEIÇÕES 2026

Sóstenes elogia proposta de selo do TSE para institutos de pesquisa

Deputado do PL-RJ apoiou ideia do ministro Kássio Nunes Marques horas após pesquisa Quaest mostrar Lula com 12 pontos de vantagem sobre Flávio Bolsonaro no 1º turno

O deputado federal e líder do PL na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), usou as redes sociais nesta quarta-feira (15/7) para parabenizar a iniciativa do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kássio Nunes Marques, de criar um selo para atestar os institutos de pesquisa que mais acertam os resultados eleitorais. A publicação foi feita horas depois da divulgação de uma nova pesquisa Genial/Quaest sobre a corrida presidencial de 2026.

Em publicação feita na rede X, Sóstenes afirmou que a medida vai "fortalecer o processo democrático e a vontade soberana do eleitor" e criticou o que chamou de pesquisas manipuladas, que "acabam influenciando alguns eleitores". O parlamentar também destacou que a Quaest, segundo ele, "só faz pesquisa para a Globo", e defendeu que, após a apuração do primeiro turno, os institutos que acertarem o resultado recebam o selo, para que o eleitor não seja "influenciado no 2º turno por institutos manipulados".

A manifestação do deputado ocorre dois dias depois de Nunes Marques apresentar, em reunião com representantes de institutos de pesquisa, a minuta do chamado "Selo Acurácia Eleitoral". Pela proposta, o reconhecimento seria concedido após o segundo turno das eleições de outubro às empresas com maior grau de aderência aos resultados oficiais das urnas, considerando apenas pesquisas de boca de urna e levantamentos feitos nos sete dias anteriores ao pleito, desde que registrados no Sistema de Registro de Pesquisas Eleitorais (PesqEle) do TSE.

A iniciativa do ministro surgiu num momento de desgaste entre o TSE e o setor de pesquisas, após a Corte suspender, em junho, uma pesquisa da AtlasIntel para a disputa presidencial por suspeita de indução do eleitor. Institutos como Atlas Intel, Real Time Big Data, Data Folha e Genial/Quaest têm até esta sexta-feira (17) para enviar sugestões ao TSE sobre os critérios do selo.

A proposta, no entanto, não foi recebida sem resistência pelo setor. A Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa (ABEP) reagiu publicamente, argumentando que pesquisas eleitorais medem a intenção de voto no momento em que são feitas, não são "previsões nem promessas de resultado", e que entre a entrevista e a votação eleitores mudam de opinião ou deixam de votar. Diretores de institutos presentes ao encontro com Nunes Marques também relataram preocupação com o recorte temporal da avaliação e reforçaram que o TSE teria afirmado não pretender fazer um julgamento sobre metodologias.

O post de Sóstenes vem no rastro da pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta, que mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 40% das intenções de voto no primeiro turno, contra 28% do senador Flávio Bolsonaro (PL), uma vantagem de 12 pontos, ou seja, a maior registrada pelo instituto neste ano. O levantamento ouviu 2.004 pessoas entre os dias 10 e 13 de julho, com margem de erro de 2 pontos percentuais.

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