Eleições 2026

Caiado critica fala de Flávio Bolsonaro sobre urnas eletrônicas

Em evento com embaixadores na terça-feira (21/7), o senador bolsonarista teria pedido que países enviem "a maior quantidade de observadores possíveis" para acompanhar o pleito de outubro

O pré-candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD) criticou, nesta quarta-feira (22/7), a estratégia escolhida pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de questionar a veracidade das urnas eletrônicas em reunião com embaixadores na terça-feira (21). 

“42 embaixadores numa sala: Dava para vender soja. Dava para abrir mercado para indústria. Dava para atrair investimento. Escolheram falar de urna eletrônica!”, escreveu Caiado nas redes sociais. 

A crítica vem após Flávio Bolsonaro pedir, diante de diversos embaixadores, que os países enviem “a maior quantidade de observadores possíveis” para supervisionar as eleições brasileiras, em outubro. Ele questionou a segurança das urnas eletrônicas e as associou à empresa venezuelana Smartmatic.

Nesta manhã, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) rebateu a fala do senador e divulgou novamente um comunicado publicado em 2022, no qual afirma que a companhia venezuelana não fornece urnas nem softwares utilizados nas eleições brasileiras.

O evento em que estava Flávio — realizado em Brasília e organizado pela agência Novo Selo Comunicação e pelo site The Brazilian Report — contava com representantes das embaixadas no Brasil de Estados Unidos, China, Israel, Alemanha e Reino Unido — além de outros 35 países. 

Também estavam presentes enviados de dois blocos: da União Europeia, que reúne 27 Estados-membros; e da Liga dos Estados Árabes, com 22 membros, incluindo Arábia Saudita, Egito e Emirados Árabes Unidos.

Durante a reunião, Flávio ainda disse que seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, está preso justamente por um encontro com diplomatas. "Alguém que tinha uma preocupação com a transparência e a segurança do nosso sistema eleitoral, e apenas manifestou suas preocupações para que os embaixadores levassem essa preocupação para os seus países", afirmou.

Vale lembrar que, em 2023, o TSE condenou Jair Bolsonaro à inelegibilidade. A decisão ocorreu em uma Ação de Investigação Eleitoral (AIJE) aberta para apurar a reunião com embaixadores, em julho de 2022, em que o então presidente colocou em dúvida a lisura das urnas eletrônicas, sem apresentar provas.

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