O Novo descarta a possibilidade do ex-governador Romeu Zema desistir da candidatura à Presidência para compor a chapa de Augusto Cury (Avante) ao Planalto como vice. Segundo fontes, também não há chances do psiquiatra ser o número dois do mineiro na disputa pela chefia do Executivo.
Na quinta-feira (30/7), Cury divulgou uma carta aberta em que assumia a possibilidade de uma aliança com Zema ainda no primeiro turno. “Conversamos sobre a possibilidade de formarmos uma chapa única nestas eleições, e ambos ficamos animados com a perspectiva”, diz a carta.
No entanto, a avaliação de interlocutores do partido é de que o anúncio de Cury foi uma tentativa de “inflar” sua campanha ao Planalto. Segundo o Datafolha divulgado na segunda-feira (27), os dois candidatos juntos somariam 5% das intenções de votos. Zema aparece com 3% e Cury, 2%.
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Na carta, Cury destacou que ambos têm elementos em comum, como a experiência com gestão de empresas, e construíram uma trajetória longe da política nacional, com foco na responsabilidade fiscal, na eficiência da gestão pública, na valorização do empreendedorismo e na construção de um Brasil menos polarizado.
Caso ocorresse uma união de projetos, o pré-candidato do Avante mencionou que iniciariam diálogos com economistas como Marcos Lisboa, Mansueto Almeida, Ilan Goldfajn e Pérsio Arida, “capazes de tirar o país da paralisia, diminuir a desigualdade e desenvolver a economia”.
A vice de Zema
O anúncio da vice de Zema ficará para a próxima semana, próximo da data limite, quarta-feira (5/8). Apesar do ex-governador de Minas Gerais ter mencionado a possibilidade do ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa ocupar sua vice, o partido caminha para descartar essa possibilidade.
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Em busca de uma vice, o Novo ainda conversa com o Podemos. A presidente do partido, deputada federal Renata Abreu (Podemos-SP), é uma das cotadas. A legenda dela, no entanto, vem sinalizando que se manterá neutra na disputa presidencial. Interlocutores da deputada apontam que a aliança não deve ser firmada.
Com isso, já se admite a possibilidade de uma chapa pura do Novo à Presidência. Nesse cenário, um dos principais cotados é o senador Eduardo Girão (CE), pré-candidato ao governo do Ceará. Outro nome seria o de Felipe D’Ávila, candidato à Presidência em 2022.
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