Eleições 2026

Flávio diz que "gostaria muito" que Daniella Marques fosse sua vice

Partido de Daniela, o Republicanos anunciou nesta terça-feira (4/8) que se manterá neutro na disputa presidencial

"A Dani tem sido fantástica e reúne diversas qualidades, se encaixa em qualquer lugar", destacou Flávio Bolsonaro - (crédito: Carlos Moura/Agência Senado)

O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) afirmou, nesta terça-feira (4/8), que definirá o nome do seu vice até dia 15 de agosto, data limite para registro das candidaturas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). No entanto, elogiou Daniella Marques (Republicanos) — que já atua na parte econômica da sua campanha — e disse que “gostaria muito” que ela fosse sua vice. 

“Nas nossas tratativas com o Republicanos eu já deixei isso muito claro. Eu penso que tem que ser alguém que passe uma mensagem positiva, que agregue. A Dani tem sido fantástica e reúne diversas qualidades, se encaixa em qualquer lugar”, explicou o senador. O partido dela anunciou, hoje, que se manterá neutro na disputa presidencial.

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Além do Republicanos, a federação União Brasil-Progressistas também anunciou que se manterá neutra. O Podemos também deve seguir o mesmo caminho. Diante desse cenário, Flávio afirmou que buscará “até o último minuto” o apoio nacional dos principais partidos do Centrão para garantir maior tempo de televisão.

A fala ocorreu em sabatina com presidenciáveis promovida pelo Antagonista e G4 Business. Na ocasião, apesar de afirmar que deseja um apoio formal dos partidos, também minimizou as oficializações, destacando que os “principais quadros políticos” de tais partidos já declaram apoiar a candidatura dele à Presidência. 

“Os principais quadros técnicos e qualificados de todos os partidos, praticamente, estão comigo na campanha e estarão comigo após o anúncio da vice. Os caciques políticos estão com preocupações, mas os principais quadros desses partidos estão com a gente”, enfatizou. 

Ele citou como exemplo o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), os senadores Cleitinho Azevedo (Republicanos), Damares Alves (Republicanos) e Tereza Cristina (PP), além de Daniella Marques (Republicanos), Guilherme Derrite (PP) e Simone Marquetto (PP). “Temos 22 palanques fechados”, disse. 

“Inércia” do Senado

Durante o evento, Flávio defendeu o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) que cometam crimes de responsabilidade e apontou para uma “inércia” do Senado Federal como responsável por magistrados tomarem medidas “inconstitucionais e ilegais”. 

“Infelizmente em função da inércia do Senado Federal chegamos a essa situação de um ministro do STF — como exemplo, o ministro Alexandre de Moraes — tomar medidas completamente inconstitucionais e ilegais com o seguro de que nada aconteceria contra ele no Senado”, criticou. 

Ao relembrar, por exemplo, a condenação do pai, ex-presidente Jair Bolsonaro, e dos demais envolvidos nos atos antidemocráticos do 8 de janeiro, Flávio avaliou que se vive, atualmente, uma “grande anomalia” já que “a atual configuração do Senado Federal desvirtuou e desequilibrou essa suposta harmonia entre os Poderes, não há freios e contrapesos”. 

Mudanças econômicas 

Além de reduzir o número atual de ministérios para 27, o presidenciável pretende diminiuir a carga tributária. Uma das propostas é reduzir a alíquota do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para os valores praticados em 2022 e zerar o Imposto de Exportação sobre o petróleo. 

Ele também defendeu rever o Imposto Seletivo sobre microprocessados. “Falar em aumentar carga tributária de cigarro, bebida, bet, é senso comum. Mas microprocessados... não acho que o Estado tem o direito de interferir na vida do cidadão dessa forma”, argumentou.

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postado em 04/08/2026 14:17 / atualizado em 04/08/2026 14:17
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