
O senador Cleitinho de Azevedo (Republicanos-PB) afirmou, nesta terça-feira (4/8), que gravou o vídeo anunciando sua desistência ao governo de Minas Gerais “em dúvida” e que tentou impedir o presidente do Republicanos, Marcos Pereira, de fazer a postagem.
“Gravei porque naquele momento eu estava em dúvida. Na hora que eu fiz, liguei para meus irmãos. Eles disseram: ‘continua como candidato, que a gente vai te apoiar’. Aí eu pedi para o Marcos Pereira não soltar o vídeo, mas ele já tinha ido para a reunião. Depois, ele pegou e soltou o vídeo”, explicou a jornalistas em coletiva em Brasília.
Cleitinho também sinalizou que a proximidade com o encerramento do prazo das convenções partidárias — quando os partidos escolhem seus candidatos — o pressionou a tomar a decisão e gravar o vídeo com sua desistência. A data final é nesta quarta-feira (5).
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O parlamentar afirmou que gostaria de se reunir com Pereira ainda nesta terça para revender o recuo. No entanto, afirmou que considera que, se o presidente decidir não atender seu pedido e não lançá-lo como candidato, o posicionamento é “legítimo”. “Fazer (o vídeo) nessa situação de dúvida deixou ele dessa maneira. É legítimo ele pensar do jeito que ele pensa”, pontuou.
Questionado sobre a possibilidade de sair do partido, Cleitinho afirmou que “é um direito” do presidente decidir nesse sentido. Mas que, primeiro, gostaria de conversar com Pereira. O mesmo valeria para a possibilidade do senador apoiar a candidatura de Marcelo Aro (PP) ao governo de Minas Gerais. “Não tem como eu falar que vou apoiar ele se eu for candidato”, afirmou.
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Entenda
Na segunda-feira (3), Cleitinho havia anunciado, por meio de um vídeo, que não seria candidato ao governo mineiro por “não estar bem” psicologicamente, diante da recente morte do seu irmão mais novo, Matheus Azevedo, por complicações da leucemia. O vídeo foi gravado em conjunto com Pereira e o presidente do partido em Minas Gerais, Euclydes Pettersen, após reunião.
Ainda durante o vídeo, o presidente do Republicanos reforçou que o partido deu todas as oportunidades e condições para que a candidatura fosse viabilizada, mas que a decisão final coube ao senador. “Debatemos exaustivamente esse tema e ligamos para os possíveis partidos aliados — PL, União, PP —, e Cleitinho tomou uma decisão espontaneamente diante do momento difícil que está vivenciando”, explicou.
Durante a convenção nacional do Republicanos realizada nesta terça-feira, no entanto, Cleitinho reafirmou que pretende disputar o governo de Minas Gerais, apesar da resistência da cúpula da legenda. Uma fonte enviou ao Correio fala de Cleitinho em evento a porta fechadas dizendo que não abrirá mão da candidatura e apelando ao presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira, para que lhe conceda a vaga.

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