PRISÃO DOMICILIAR

Defesa pede a Moraes visita dos filhos de Bolsonaro no Dia dos Pais

Advogados alegam razões humanitárias para liberar encontro de Flávio, Carlos e Jair Renan com o ex-presidente. Decisão depende de parecer da PGR

Advogados classificam a solicitação como de caráter estritamente
Advogados classificam a solicitação como de caráter estritamente "humanitária e familiar" - (crédito: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil)

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) protocolou um pedido junto ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes solicitando a autorização para que ele receba a visita de três de seus filhos — Flávio, Carlos e Jair Renan — na tarde deste domingo (9/8), em comemoração ao Dia dos Pais.

Os advogados classificam a solicitação como de caráter estritamente “humanitária e familiar”. A tese central é de que o feriado é uma data singular no calendário brasileiro e que a celebração, mesmo que breve, serve para preservar os vínculos entre pai e filhos.
A representação garante que o encontro ocorreria sob as condições que o STF entender cabíveis e que não comprometeria o cumprimento das medidas cautelares já impostas ao ex-presidente, que foi condenado a 27 anos e três meses de prisão por liderar uma tentativa de golpe de Estado, mas cumpre prisão domiciliar humanitária após um quadro de broncopneumonia.
A necessidade de autorização prévia decorre de um histórico de restrições impostas por decisões do ministro Alexandre de Moraes. Em meados de julho, o magistrado determinou a suspensão das visitas do senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao pai pelo período de três meses.
A punição foi aplicada após o parlamentar divulgar uma carta manuscrita em que o ex-presidente o designava como porta-voz para os pleitos de outubro, atitude que Moraes entendeu como violação direta da proibição de manifestação pública e de envio de recados por meio de intermediários.
Além da medida individual, encontros de caráter político na residência de Bolsonaro seguem vedados até o término das eleições deste ano, conforme determinação vigente desde junho.

Próximos passos

O desfecho do pedido depende agora de um parecer técnico. Na terça-feira (4), Moraes estabeleceu um prazo de cinco dias para que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifeste sobre a manutenção ou não das restrições de visitas.
Cabe ao procurador-geral, Paulo Gonet, emitir um parecer favorável ou contrário. Somente após essa manifestação é que o magistrado decidirá se libera o encontro familiar de domingo ou se mantém o veto atual.
A defesa de Bolsonaro já recorreu da suspensão das visitas de Flávio, classificando a medida como “desproporcional” e alegando que o ex-presidente não sabia que o filho publicaria o conteúdo da carta nas redes sociais.

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postado em 05/08/2026 16:03
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