JUDICIÁRIO

Mendonça e ministro da Justiça se reúnem em meio a atrito com PF

Segundo relato obtido pelo Correio, o encontro transcorreu em tom positivo. Mendonça ressaltou a importância de preservar a independência da Polícia Federal

A reunião ocorre em meio ao acirramento das tensões entre a Polícia Federal e o gabinete do ministro, motivadas por divergências na condução de inquéritos criminais sob relatoria de Mendonça no Supremo -  (crédito: Luiz Silveira/STF)
A reunião ocorre em meio ao acirramento das tensões entre a Polícia Federal e o gabinete do ministro, motivadas por divergências na condução de inquéritos criminais sob relatoria de Mendonça no Supremo - (crédito: Luiz Silveira/STF)

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça se reuniu, nesta quinta-feira (6/8), com o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington Lima e Silva, em um movimento para reduzir o desgaste na relação entre o gabinete do magistrado e a Polícia Federal (PF).

Segundo relato obtido pelo Correio, o encontro transcorreu em tom positivo. Durante a conversa, Mendonça ressaltou a importância de preservar a independência da Polícia Federal e destacou o papel desempenhado pela corporação na condução das investigações.

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A reunião ocorre em meio ao acirramento das tensões entre a Polícia Federal e o gabinete do ministro, motivadas por divergências na condução de inquéritos criminais sob relatoria de Mendonça no Supremo.

O gabinete do ministro tem cobrado esclarecimentos sobre a condução das investigações e questionado a suposta demora na realização de diligências. A Polícia Federal, por sua vez, nega qualquer irregularidade e sustenta que os procedimentos seguem critérios estritamente técnicos, sem interferências externas.

Nesta quinta (6/8), os 27 superintendentes regionais da Polícia Federal divulgaram uma nota conjunta em defesa do diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues. No documento, os dirigentes reafirmam o compromisso da instituição com a Constituição, a legalidade e o Estado Democrático de Direito.

Os superintendentes também manifestam confiança na gestão de Rodrigues e afirmam que a atuação da Polícia Federal é pautada pelo cumprimento da lei, pela produção de provas e pela independência funcional, sem influência de interesses pessoais.

A nota ainda faz referência ao ambiente de críticas públicas envolvendo a corporação. Segundo o texto, embora "o debate público e as críticas legítimas sejam próprios da democracia", esse ambiente se torna prejudicial quando busca "enfraquecer a credibilidade e a confiança" que a sociedade deposita nas instituições.

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postado em 06/08/2026 15:37
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